Informativo

Manejo de Produção - EMBRAPA

O manejo da produção compreende todo o processo reprodutivo e produtivo do sistema, devendo ser conduzido com toda a atenção, pois dele depende o alcance de melhores índices produtivos e o retorno econômico da atividade.


Machos
  • Não permitir contato direto ou indireto do macho com as leitoas antes de completar 5 meses de idade;

  • Fornecer aos machos de 2 a 2,5 kg de ração de crescimento por dia, dependendo do seu estado corporal, até iniciarem a vida reprodutiva.

  • Passar por um período de adaptação de no mínimo 4 semanas, antes de realizar a primeira cobrição;

  • Iniciar o treinamento do macho em coberturas aos 7 meses, levando-o várias vezes à baia de cobrição, antes de fazer a primeira cobertura;

  • Utilizar uma fêmea que esteja com perfeito reflexo de imobilidade para fazer a primeira cobertura, observando uma igualdade no tamanho do macho e da fêmea;

  • Realizar a cobertura na baia de cobrição, com piso não escorregadio. Recomenda-se o uso de maravalha sobre o piso;

  • Antes da cobertura, fazer a limpeza e o esgotamento do prepúcio (após secar com papel limpo), bem como, observar se não existe nenhuma alteração no cachaço (orquite, sinal de infecção, etc.);

  • Supervisionar a monta. Retirar a fêmea se a mesma for agressiva. Se o macho montar incorretamente, gentilmente colocá-lo na posição correta;

  • Realizar no máximo 2 montas por semana (1 fêmea coberta) entre 7 e 9 meses de idade, no máximo 4 montas por semana (2 fêmeas cobertas ) entre 10 e 12 meses de idade e até 6 montas por semana com idade acima de 1 ano;

  • Conduzir com calma os machos e as fêmeas para a baia de cobrição, usando tábua de manejo e nenhum tipo de mau trato;

  • Fazer as cobrições sempre após o arraçoamento dos animais e nas horas mais frescas do dia, início e fim da jornada de trabalho;

  • Fornecer diariamente aos machos, após iniciarem a vida reprodutiva, ração de gestação de acordo com seu peso (Tabela 12).


Tabela 12 - Arraçoamento de cachaços adultos.


Arraçoamento Diário Peso vivo dos cachaços (kg)
120 a 150 150 a 200 200 a 250 250 a 300
Quantidade fornecida (kg) 2,1 2,4 2,8 3,0

 


Procedimentos

É importante estabelecer um procedimento padrão para a atividade de diagnóstico de cio, obedecendo uma rotina diária. O contato físico direto pela introdução do macho na baia das fêmeas, pelo menos durante 10 minutos a cada dia, garante a melhor estimulação para detectar o estro e é útil para checar porcas que não exibem o reflexo de tolerância. Para fêmeas alojadas em gaiolas, a utilização de um cachaço em combinação com o teste da pressão lombar é o método mais acurado de identificação de fêmeas em estro. Idealmente o diagnóstico de cio deve ser realizado duas vezes ao dia com intervalo ótimo de 12 horas.

  • Levar a fêmea na presença do macho (baia), ou colocá-la frente a frente com o cachaço (em gaiolas);

  • Utilizar um cachaço com idade acima de 10 meses. Também é aconselhável a prática do rodízio de cachaços para a detecção do cio;

  • Iniciar a tarefa de detecção de cio cerca de uma hora após a alimentação. Se ao invés de baias, a granja alojar as fêmeas em gaiolas individuais, um intenso contato "cabeça com cabeça" passando o macho pelo corredor obterá bons resultados.

  • Realizar o teste de pressão lombar imediatamente após mostrar o cachaço para a porca.

  • Gentilmente massagear o flanco e pressionar (com as mãos ou cavalgando) as costas da fêmea. A fêmea em cio pára rigidamente, treme as orelhas e mostra interesse pelo macho;

  • Evitar movimentos rudes ou bruscos. O teste é menos efetivo se a fêmea tiver medo do tratador;

  • Procurar alongar a exposição do cachaço quando estiver checando cio em leitoas, uma vez que as mesmas tendem a ser mais nervosas e inquietas. Caso o cio estiver sendo checado em uma baia, não utilizar um cachaço muito agressivo;

  • Após detectar o cio, deve-se respeitar um período mínimo para realizar a monta natural ou inseminar. O reflexo de imobilidade normalmente é apresentado em períodos de 8-12 minutos, seguido por períodos refratários de uma hora ou mais, devido à fadiga provocada pelas contrações musculares.


Pré-Cobrição em Leitoas

  • A maturidade sexual das leitoas ocorre entre 5,5 a 6,5 meses de idade, com algumas variações em função da genética, da nutrição, do manejo e do ambiente onde estão alojadas. Considerando que as leitoas, geralmente, chegam na propriedade, em média, com 160 dias de idade e manifestam o primeiro cio dentro de 10 dias, recomenda-se iniciar o diagnóstico do cio, uma vez ao dia, a partir do segundo dia da chegada das leitoas;

  • Evitar que as fêmeas se acostumem com a exposição ao macho por excesso de contato, isso dificulta a estimulação da puberdade e a detecção do cio. Alojar os cachaços de forma que as fêmeas desmamadas e leitoas em idade de cobrição possam vê-los e sentirem seu cheiro. Períodos de exposição direta de 10 a 20 minutos pelo menos uma vez ao dia são suficientes;

  • Para iniciar o estímulo da puberdade, deve-se utilizar um cachaço com bom apetite sexual, acima de 10 meses de idade, dócil e não muito pesado. Fazer o rodízio de cachaços para o estimulo e detecção de cio;

  • Abrir uma ficha de anotações e controle de cio para cada lote de fêmeas;

  • Se a leitoa entrar em cio e não apresentar idade ou peso para cobrir, manter o registro para utilização dessa leitoa dentro de 21 dias;

  • Fornecer diariamente às leitoas 2,5 kg de ração de crescimento até duas semanas antes da cobrição. A ração diária deve ser em duas refeições, pela manhã e à tarde;

  • Duas semanas antes da data provável de cobrição fornecer às leitoas ração de lactação à vontade;

  • Realizar a 1ª cobrição no 2° ou 3º cio, com idade mínima de 7 meses e 130 kg de peso;

  • As leitoas que não demonstrarem o 1º cio até 45 dias após o início do manejo para indução da puberdade, devem ser descartadas.


Pré-Cobrição em Porcas

  • Período ótimo de duração da lactação é de 21-23 dias, permitindo uma perfeita involução uterina e um desgaste não excessivo no aleitamento. Em regra geral, as porcas retornam ao cio 4 ou 5 dias após o desmame e, se não ficarem cobertas, voltarão a repetir o cio aos 21 dias.

  • Agrupar as porcas desmamadas em lotes de 5 a 10 animais, em baias de pré-cobrição, localizadas próximas às dos machos;

  • Agrupar as porcas por tamanho, seguido de banho com água e creolina para reduzir o estresse e as agressões. Manter um espaço ideal de 3 m2 por porca;

  • Fornecer ração de lactação às porcas, à vontade ou pelo menos 3 kg/dia, do desmame até a cobrição;

  • Estimular e observar o cio das porcas no mínimo duas vezes ao dia, com intervalo mínimo de 8 horas, colocando-as em contato direto com o macho a partir do segundo dia após o desmame.


Cobrição

A duração ideal de uma monta varia de 5 a 10 minutos. Qualquer cobertura que demorar menos de 3 minutos deve ser considerada uma cobertura duvidosa. É conveniente a adequação do tamanho da porca ao cachaço (tronco de monta se necessário). A fêmea deve estar perfeitamente em cio (imóvel), com a vulva higienizada. O cachaço não deve apresentar problemas de aprumos, sendo recomendado a realização de desinfecção do prepúcio 4 à 5 vezes por ano.

A baia de cobertura não deve ter cantos e nem pontos que possam causar lesões nos animais. O piso não pode ser escorregadio, sendo recomendado o uso de maravalha. O lado mais estreito da baia não pode ser inferior à 2,5 m. A limpeza da baia deve ser diária e a desinfecção realizada semanalmente.

  • Realizar a inseminação artificial na presença do macho, tendo-se o cuidado para que o sêmen seja depositado naturalmente na fêmea e não forçado. O tempo de uma inseminação deve ser de no mínimo 4 minutos;

  • Adotar duas montas ou inseminações por porca e uma terceira monta ou inseminação somente para porcas com cio novamente testado e confirmado na terceira cobertura. Manter intervalo de 24 horas entre montas naturais e de 12h à 24h entre inseminações artificiais, de acordo com o protocolo recomendado para cada categoria de animal ou de intervalo desmame-cio.


Protocolo de cobrição para monta natural

Observando-se a detecção de cio com o auxílio do cachaço, duas vezes ao dia, a prática de monta natural com duas cobrições é recomendada dentro das seguintes condições:

  • Porcas com intervalo desmame-cio com 5 ou mais dias e leitoas:
    Realizar a primeira cobrição no momento em que a porca ou leitoa inicia a aceitação do cachaço. A segunda cobrição deverá ser no máximo 24 horas após.

  • Porcas com intervalo desmame-cio até 4 dias:
    Realizar a primeira cobrição 12 horas após ter demonstrado imobilidade ao cachaço. A segunda cobrição deverá ser feita 24 horas após a primeira.


Protocolo para Inseminação Artificial

Observar o surgimento do cio com cachaço, duas vezes ao dia, e proceder a inseminação artificial (IA) de acordo com a seguinte recomendação:

  • Realizar a 1a IA 12 horas após a aceitação do cachaço. A 2a IA deve ser realizada 12 até 24 horas após a 1a e, caso a leitoa ou porca ainda esteja aceitando o cachaço, uma 3a IA pode ser feita 12 horas após a 2a.


Gestação

  • Preferencialmente alojar as porcas e leitoas em boxes nos primeiros 30 dias de gestação. Os deslocamentos são claramente desaconselhados entre o dia 7 e o dia 18 de gestação. O ambiente deve ser calmo. Evitar o estresse;

  • Manter as instalações em boas condições de higiene e limpeza. Quando alojadas em baias coletivas, a área para leitoas deve ser de 2 m2 e porcas de 3 m2;

  • Tanto as porcas do início da gestação (até 4 ou 5 semanas pós-cobertura) como aquelas do final da gestação (1-2 semanas pré-parto) necessitam especial atenção quanto à temperatura ambiental. Temperaturas elevadas causam efeitos negativos com perdas embrionárias mais evidentes, especialmente entre os dias 8-16 pós-cobrição;

  • Após a cobrição até cinco dias de gestação fornecer às fêmeas de 1,8 à 2,0 Kg de ração por dia;

  • Entre o dia 6 e o dia 56 alimentar as porcas em função do seu estado ao desmame

  • Entre os dias 56 e 85 de gestação, fazer ajuste na quantidade de ração (2 a 2,5 kg/dia/porca) de forma que a porca esteja em uma boa condição corporal;

  • Dos 86 dias de gestação até transferência para a maternidade deve ser fornecido até 3 Kg diários de ração;

  • A ração deve ser fornecida em duas refeições, pela manhã e à tarde. A oferta de água deve ser à vontade, de boa qualidade e com temperatura inferior à 20°C (consumo diário de 18 à 20 litros).

  • Do dia 18 à 24 passar o cachaço em frente às porcas pela manhã e pela tarde, após os horários de arraçoamento para verificar retornos de cio;

  • Fazer diagnóstico de gestação entre 30 - 50 dias com a utilização de ultra-som;

  • Fazer diagnóstico de gestação visual após 90 dias;

  • Aplicar as vacinas previstas para a fase de gestação;

  • Movimentar as fêmeas no mínimo quatro vezes por dia (duas por ocasião da alimentação) para estimular o consumo de água e a micção. Supervisionar e anotar os corrimentos vulvares durante esse período;

  • Identificar os animais com problema, anotar os sinais de inquietação e controlar a temperatura corporal, tratando com antitérmicos se for superior a 39,8°C. Observar e registrar os abortos e retornos tardios;

  • Fornecer alimentação mais fibrosa na última semana de gestação. Lavar as fêmeas antes de irem para a maternidade.

Tabela 13 - Valores críticos e metas na fase de cobrição e gestação.

Indicador Valor Crítico(1) Meta
Taxa de Partos(%) <80 >86
Taxa de retorno ao cio (%) >13 <10
Intervalo médio desmame cio (dias) >10 <7
Taxa de reposição anual de matrizes - 1° ano (%) <12 15
Taxa de reposição anual de matrizes - 2° ano (%) <20 25
Taxa de reposição anual de matrizes - 3° ano (%) <30 40
Taxa de reposição anual de machos (%) <50 >80
Relação fêmeas por macho 18:1 20:1
(1)Indica necessidade de identificar as causas e adotar medidas corretivas.


Maternidade

  • Fazer a transferência das porcas para a maternidade sete dias antes do parto previsto. Conduzir os animais com calma e sem estresse, sempre com o auxilio de corredores e da tábua de manejo. Transferir as fêmeas nas horas quentes do dia durante o inverno e nas horas frescas do dia no verão;

  • Manter a temperatura interna da sala de maternidade próxima de 18ºC-20ºC. Instalar um termômetro na parte central da sala a uma altura aproximada de 1,50m para facilitar a leitura;

  • Privar as porcas de ração no dia do parto, mantendo somente água a sua disposição (15-20 litros/dia). Acompanhar o parto, dando toda a atenção possível à porca e aos recém-nascidos. O objetivo no manejo alimentar é evitar a constipação e conservar os aportes de energia. Evitar interferência no parto a não ser nos seguintes casos: a)- Porcas sem contração: aplicar ocitocina e massagear o aparelho mamário; b)- Porcas com contração, sem iniciar o nascimento após 20 minutos, usar mão enluvada para tentar a retirada dos leitões;

  • Manter, para cada porca, uma ficha individual de anotações relativas ao parto e aos leitões e, em especial, as medicações individuais ou coletivas;

  • As porcas em lactação devem receber ração à vontade. Nos períodos quentes deve-se fornecer ração molhada, distribuída várias vezes ao dia, para estimular o consumo. Nesses períodos também é muito importante o fornecimento de ração à noite (essa pode ser seca), pois nas horas mais frescas o consumo é maior;

  • Fornecer aos leitões ração pré-inicial 1 a partir dos 7 dias de vida até o desmame.

  • Aplicar vacina prevista para a segunda semana pós-parto.


Características ideais da Maternidade

  • Acesso fácil pelo traseiro da porca para facilitar o manejo (porca e leitões);

  • Cela parideira com barra de proteção, para evitar esmagamentos;

  • Fonte de aquecimento com regulagem;

  • Piso com capacidade isolante para evitar perda de calor por contato pelo leitão;

  • Piso confortável para a porca e leitões evitando lesões de casco e articulações;

  • Manter até um máximo de 24°C para a porca e um mínimo de 32°C para o leitão recém-nascido;

  • Limpeza diária com retirada dos excrementos no mínimo uma vez pela manhã e outra pela tarde.


Cuidados com os leitões ao nascer

Antes de iniciar o trabalho de parto, é necessário ter à disposição os seguintes equipamentos, materiais e medicamentos:

  • Papel toalha ou panos limpos e desinfetados;

  • Barbante em solução desinfetante à base de iodo (iodo 5% a 7% ou iodo glicerinado);

  • Frasco de iodo glicerinado para desinfeção do umbigo;

  • Seringa e agulha;

  • Aparelho de desgaste ou alicate para corte de dentes;

  • Tesoura para corte do umbigo;

  • Rolo de esparadrapo largo;

  • Luvas descartáveis;

  • Dispositivo para contenção dos leitões;

  • Medicamentos (ocitocina, antitérmico, tranqüilizante e antibiótico);

  • Balde plástico para lixo (papel toalha e outros);

  • Balde plástico para receber a placenta, os leitões mortos e os mumificados.

Na medida em que os leitões forem nascendo, adotar os seguintes procedimentos:

  • Limpar e secar as narinas e a boca dos leitões;

  • Massagear os leitões na região lombar, amarrar o umbigo no comprimento de 4-5 cm, cortar 1 cm abaixo da amarração e desinfetar com iodo glicerinado;

  • Orientar os leitões nas mamadas, dando atenção especial para os menores que devem ser colocados nas tetas dianteiras;

  • Práticas dolorosas como o corte dos dentes e cauda dos leitões não devem ser realizadas durante a parição e sim após sua finalização.


Medidas para evitar perdas na maternidade

  • Assegurar um local quente (26ºC a 32ºC) e seco para os leitões, evitando o choque térmico do leitão e a conseqüente hipotermia dos recém-nascidos;

  • Orientar os leitões em sua primeira mamada, estimulando os menores a consumir o colostro;

  • Estimular o consumo de ração para as porcas com grandes leitegadas;

  • Acompanhar de perto a parição como forma de garantir a viabilidade dos recém-nascidos (uma parição normal dura em geral 2h 30m);

  • Cuidado especial deverá ser dado para as porcas velhas, pois tendem a ter maiores problemas com parições muito longas (acima de 4h). Prever uma supervisão intensiva do parto;

  • Estimular mamadas regulares e suficientes;

  • Cuidado com esmagamentos.



Prevenção da agalaxia

  • Observar a falta de apetite e empedramento do úbere;

  • Observar o comportamento dos leitões (inquietos e com perda de peso);

  • Observar atentamente os corrimentos vaginais da porca, pela manhã e pela tarde durante 48h pós-parto, através da abertura dos lábios vulvares;

  • Anotar a temperatura retal nos primeiros 3 dias após o parto das porcas;

  • Para as porcas que apresentarem temperaturas altas (> 39,8°C) entrar imediatamente com medicação (antitérmico e antibiótico) e se necessário com ocitocina (1-2 ml). Para todas as porcas é possível injetar uma dose de prostaglandina F2 α 36 h após o parto, para melhorar o esvaziamento uterino.


Castração dos leitões

Os leitões devem ser castrados antes de completar os 12 dias de idade, seguindo os passos abaixo:

  • Preparar o bisturi, fio e desinfetante à base de iodo em um balde;

  • Fechar os leitões no escamoteador para facilitar a captura dos mesmos;

  • Castração de leitões normais:
      a) Um auxiliar segura o leitão na tábua de castração ou o leitão é imobilizado, usando-se equipamento apropriado;

      b) Desinfetar a região do escroto com pano embebido no desinfetante;

      c) Realizar a castração fazendo um ou dois cortes sobre os testículos e retirá-los por tração;

      d) Desinfetar novamente o local da incisão e liberar o leitão.
  • Castração de leitões com hérnia escrotal (herniados) pelo método inguinal. Esse método exige treinamento antes de colocá-lo em prática;
      a) Uma pessoa deve segurar o leitão pelas pernas traseiras com a barriga voltada para o castrador;

      b) Desinfetar a região inguinal e fazer um corte de mais ou menos 2 cm entre o último par de tetas;

      c) Introduzir o dedo minguinho no corte, forçar para liberar o testículo e tracioná-lo envolto na capa;

      d) Tracionar bem o testículo, verificar se o intestino desceu e dar 2 voltas;

      e) Amarrar com barbante desinfetado;

      f) Cortar o testículo, desinfetar o local e liberar o leitão.

Indicador Valor Crítico(1) Meta
N° leitões nascidos vivos/parto <10,0 >10,8
Peso médio dos leitões ao nascer (kg) <1,4 >1,5
Taxa de leitões nascidos mortos (%) >5,0 <3,0
Taxa de mortalidade de leitões (%) >8,0 <7,0
Leitões desmamados/parto <9,2 >10,0
Média leitões desmamados/porca/ano <19,3 >23,0
Ganho médio de peso diário dos leitões (g) <200 >250
Peso dos leitões aos 21 dias (kg) <5,6 >6,7
(1)Indica necessidade de identificar as causas e adotar medidas corretivas.


Descarte de Fêmeas

  • Evitar o acúmulo de porcas muito velhas na granja, mantendo sempre a recomendação de reposição anual entre 30% e 40%;

  • As porcas que apresentarem qualquer um dos problemas abaixo relacionados devem ser descartadas:

      - Não retornarem ao cio até 15 dias após o desmame;

      - Com danos severos nos aprumos;

      - Com falha de fecundação;

      - Com duas repetições seguidas de cio;

      - Que apresentaram dificuldades no parto;

      - Qualquer ocorrência de doença;

      - Com baixa produtividade;

      - Com problemas de Metrite, Mastite e Agalaxia (MMA);

      - Que apresentaram aborto ou falsa gestação.


Creche

A saída da maternidade para a creche representa um choque para os leitões, pois deixam a companhia da porca e, em substituição ao leite materno, passam a se alimentar exclusivamente de ração. Por essa razão, os cuidados dedicados aos leitões, principalmente nos primeiros dias de creche, são importantes para evitar perdas e queda no desempenho, em função de problemas alimentares e ambientais que, via de regra, resultam na ocorrência de diarréias.

  • Manejar as salas de creche segundo o sistema "todos dentro todos fora", ou seja, entrada e saída de lotes fechados de leitões;

  • Alojar os leitões na creche no dia do desmame, formando grupos de acordo com a idade e o sexo;

  • Fornecer suficiente espaço para os leitões, considerando o tipo de baia.

  • Manter a temperatura interna próxima de 26°C durante os primeiros 14 dias e próxima de 24°C até a saída dos leitões da creche, controlando através de termômetro;

  • Fornecer à vontade aos leitões, ração pré-inicial 2 do desmame até os 42 dias e ração inicial até a saída da creche, com peso médio mínimo dos leitões de 20 kg;

  • Fornecer ração diariamente, não deixando nos comedouros ração úmida, velha ou estragada;

  • O consumo diário de ração por leitão entre 5 e 10 kg de peso vivo é, em média, de 460 gramas. Entre 10 e 20 kg de peso vivo deve ser estimulado o consumo de ração que em média é de 950 gramas por animal/dia;

  • No caso de eventuais surtos de diarréia ou doença do edema, retirar imediatamente a ração do comedouro e iniciar um programa de fornecimento gradual de ração até controlar o problema. Buscar auxílio técnico se persistirem os sintomas;

  • Dispor de bebedouros de fácil acesso para os leitões, com altura, vazão e pressão corretamente regulados;

  • Vacinar os leitões na saída da creche de acordo com a recomendação do programa;

  • Monitorar cada sala de creche pelo menos 3 vezes pela manhã e 3 vezes pela tarde para observar as condições dos leitões, bebedouros, comedouros, ração e temperatura ambiente;

  • Limpar as salas de creche, diariamente, com pá e vassoura;

  • Lavar as salas de creche com baias suspensas, esguichando água, com lava jato de alta pressão e baixa vazão, no mínimo a cada 3 dias no inverno e a cada 2 dias nas demais estações do ano;

  • Implementar ações corretivas com a maior brevidade possível quando for constatada qualquer irregularidade, especialmente problemas sanitários;

  • Pesar e transferir para as baias de crescimento os leitões com idade entre 56 e 63 dias.


Tabela 15 - Valores críticos e metas na fase de creche.

Indicador Valor Crítico(1) Meta
Taxa de mortalidade de leitões (%) >2,5 <1,5
Conversão alimentar (kg ração/kg de ganho) >2,2 <2,0
Peso médio de referência dos leitões na saída da creche (kg)
Aos 56 dias <18,5 >20,0
Aos 58 dias <19,5 >21,0
Aos 60 dias <20,5 >22,0
Aos 63 dias <22,0 >23,5
(1)Indica necessidade de identificar as causas e adotar medidas corretivas.


Crescimento e terminação

São as fases menos preocupantes dos suínos, desde que, ao iniciarem as mesmas, apresentem um peso compatível com a idade e boas condições sanitárias. Assim sendo, pode-se dizer que o sucesso nessas fases depende de um bom desempenho na maternidade e na creche.

  • Manejar as salas de crescimento e terminação segundo o sistema "todos dentro todos fora", ou seja, entrada e saída de lotes fechados de leitões;

  • Alojar os leitões nas baias de crescimento e terminação no dia da saída da creche, mantendo os mesmos grupos formados na creche, ou refazer os lotes por tamanho e sexo;

  • Manter a temperatura das salas entre 16°C e 18°C, de acordo com a fase de desenvolvimento dos animais, controlando com o uso de termômetro;

  • Fornecer aos animais, à vontade, ração de crescimento até os 50 kg de peso vivo e ração de terminação até o abate;

  • Dispor de bebedouros de fácil acesso para os animais, com altura, vazão e pressão corretamente regulados;

  • Monitorar cada sala de crescimento e terminação pelo menos 2 vezes pela manhã e 2 vezes pela tarde para observar as condições dos animais, bebedouros, comedouros, ração e temperatura ambiente;

  • Limpar as baias de crescimento e terminação diariamente com pá e vassoura;

  • Esvaziar e lavar semanalmente as calhas coletoras de dejetos, mantendo no fundo das mesmas, após a lavagem, uma lâmina de 5 cm de água, de preferência reciclada;

  • Implementar ações corretivas com a maior brevidade possível, quando for constatada qualquer irregularidade, especialmente problemas sanitários;

  • Fazer a venda dos animais para o abate por lote, de acordo com o peso exigido pelo mercado;

  • Observar o período de retirada de qualquer medicamento em uso antes de enviar os suínos para o abate;

  • Não deixar eventuais animais refugo nas instalações.

Tabela 16 - Valores críticos e metas nas fases de crescimento e terminação.

Indicador Valor Crítico(1) Meta
Taxa de mortalidade de animais (%)) >1,0 <0,6
Conversão alimentar (kg ração/kg de ganho) >2,8 <2,6
Peso médio de referência dos animais na saída para o abate (kg)
Aos 133 dias >78,0 <83,0
Aos 140 dias >85,0 <90,0
Aos 147 dias >92,0 <97,0
Aos 154 dias >98,0 <103,0

Cotação de Suínos

Cotações Suínos - Kg/Vivos - Atualizado em 14/05/2012
* PREÇO BIRIBA´S *
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