O manejo da produção compreende todo o processo reprodutivo e produtivo do sistema, devendo ser conduzido com toda a atenção, pois dele depende o alcance de melhores índices produtivos e o retorno econômico da atividade.
- Não permitir contato direto ou indireto do macho com as leitoas antes de completar 5 meses de idade;
- Fornecer aos machos de 2 a 2,5 kg de ração de crescimento por dia, dependendo do seu estado corporal, até iniciarem a vida reprodutiva.
- Passar por um período de adaptação de no mínimo 4 semanas, antes de realizar a primeira cobrição;
- Iniciar o treinamento do macho em coberturas aos 7 meses, levando-o várias vezes à baia de cobrição, antes de fazer a primeira cobertura;
- Utilizar uma fêmea que esteja com perfeito reflexo de imobilidade para fazer a primeira cobertura, observando uma igualdade no tamanho do macho e da fêmea;
- Realizar a cobertura na baia de cobrição, com piso não escorregadio. Recomenda-se o uso de maravalha sobre o piso;
- Antes da cobertura, fazer a limpeza e o esgotamento do prepúcio (após secar com papel limpo), bem como, observar se não existe nenhuma alteração no cachaço (orquite, sinal de infecção, etc.);
- Supervisionar a monta. Retirar a fêmea se a mesma for agressiva. Se o macho montar incorretamente, gentilmente colocá-lo na posição correta;
- Realizar no máximo 2 montas por semana (1 fêmea coberta) entre 7 e 9 meses de idade, no máximo 4 montas por semana (2 fêmeas cobertas ) entre 10 e 12 meses de idade e até 6 montas por semana com idade acima de 1 ano;
- Conduzir com calma os machos e as fêmeas para a baia de cobrição, usando tábua de manejo e nenhum tipo de mau trato;
- Fazer as cobrições sempre após o arraçoamento dos animais e nas horas mais frescas do dia, início e fim da jornada de trabalho;
- Fornecer diariamente aos machos, após iniciarem a vida reprodutiva, ração de gestação de acordo com seu peso (Tabela 12).
Tabela 12 - Arraçoamento de cachaços adultos.
| Arraçoamento Diário | Peso vivo dos cachaços (kg) | |||
| 120 a 150 | 150 a 200 | 200 a 250 | 250 a 300 | |
| Quantidade fornecida (kg) | 2,1 | 2,4 | 2,8 | 3,0 |
É importante estabelecer um procedimento padrão para a atividade de diagnóstico de cio, obedecendo uma rotina diária. O contato físico direto pela introdução do macho na baia das fêmeas, pelo menos durante 10 minutos a cada dia, garante a melhor estimulação para detectar o estro e é útil para checar porcas que não exibem o reflexo de tolerância. Para fêmeas alojadas em gaiolas, a utilização de um cachaço em combinação com o teste da pressão lombar é o método mais acurado de identificação de fêmeas em estro. Idealmente o diagnóstico de cio deve ser realizado duas vezes ao dia com intervalo ótimo de 12 horas.
- Levar a fêmea na presença do macho (baia), ou colocá-la frente a frente com o cachaço (em gaiolas);
- Utilizar um cachaço com idade acima de 10 meses. Também é aconselhável a prática do rodízio de cachaços para a detecção do cio;
- Iniciar a tarefa de detecção de cio cerca de uma hora após a alimentação. Se ao invés de baias, a granja alojar as fêmeas em gaiolas individuais, um intenso contato "cabeça com cabeça" passando o macho pelo corredor obterá bons resultados.
- Realizar o teste de pressão lombar imediatamente após mostrar o cachaço para a porca.
- Gentilmente massagear o flanco e pressionar (com as mãos ou cavalgando) as costas da fêmea. A fêmea em cio pára rigidamente, treme as orelhas e mostra interesse pelo macho;
- Evitar movimentos rudes ou bruscos. O teste é menos efetivo se a fêmea tiver medo do tratador;
- Procurar alongar a exposição do cachaço quando estiver checando cio em leitoas, uma vez que as mesmas tendem a ser mais nervosas e inquietas. Caso o cio estiver sendo checado em uma baia, não utilizar um cachaço muito agressivo;
- Após detectar o cio, deve-se respeitar um período mínimo para realizar a monta natural ou inseminar. O reflexo de imobilidade normalmente é apresentado em períodos de 8-12 minutos, seguido por períodos refratários de uma hora ou mais, devido à fadiga provocada pelas contrações musculares.
- A maturidade sexual das leitoas ocorre entre 5,5 a 6,5 meses de idade, com algumas variações em função da genética, da nutrição, do manejo e do ambiente onde estão alojadas. Considerando que as leitoas, geralmente, chegam na propriedade, em média, com 160 dias de idade e manifestam o primeiro cio dentro de 10 dias, recomenda-se iniciar o diagnóstico do cio, uma vez ao dia, a partir do segundo dia da chegada das leitoas;
- Evitar que as fêmeas se acostumem com a exposição ao macho por excesso de contato, isso dificulta a estimulação da puberdade e a detecção do cio. Alojar os cachaços de forma que as fêmeas desmamadas e leitoas em idade de cobrição possam vê-los e sentirem seu cheiro. Períodos de exposição direta de 10 a 20 minutos pelo menos uma vez ao dia são suficientes;
- Para iniciar o estímulo da puberdade, deve-se utilizar um cachaço com bom apetite sexual, acima de 10 meses de idade, dócil e não muito pesado. Fazer o rodízio de cachaços para o estimulo e detecção de cio;
- Abrir uma ficha de anotações e controle de cio para cada lote de fêmeas;
- Se a leitoa entrar em cio e não apresentar idade ou peso para cobrir, manter o registro para utilização dessa leitoa dentro de 21 dias;
- Fornecer diariamente às leitoas 2,5 kg de ração de crescimento até duas semanas antes da cobrição. A ração diária deve ser em duas refeições, pela manhã e à tarde;
- Duas semanas antes da data provável de cobrição fornecer às leitoas ração de lactação à vontade;
- Realizar a 1ª cobrição no 2° ou 3º cio, com idade mínima de 7 meses e 130 kg de peso;
- As leitoas que não demonstrarem o 1º cio até 45 dias após o início do manejo para indução da puberdade, devem ser descartadas.
- Período ótimo de duração da lactação é de 21-23 dias, permitindo uma perfeita involução uterina e um desgaste não excessivo no aleitamento. Em regra geral, as porcas retornam ao cio 4 ou 5 dias após o desmame e, se não ficarem cobertas, voltarão a repetir o cio aos 21 dias.
- Agrupar as porcas desmamadas em lotes de 5 a 10 animais, em baias de pré-cobrição, localizadas próximas às dos machos;
- Agrupar as porcas por tamanho, seguido de banho com água e creolina para reduzir o estresse e as agressões. Manter um espaço ideal de 3 m2 por porca;
- Fornecer ração de lactação às porcas, à vontade ou pelo menos 3 kg/dia, do desmame até a cobrição;
- Estimular e observar o cio das porcas no mínimo duas vezes ao dia, com intervalo mínimo de 8 horas, colocando-as em contato direto com o macho a partir do segundo dia após o desmame.
A duração ideal de uma monta varia de 5 a 10 minutos. Qualquer cobertura que demorar menos de 3 minutos deve ser considerada uma cobertura duvidosa. É conveniente a adequação do tamanho da porca ao cachaço (tronco de monta se necessário). A fêmea deve estar perfeitamente em cio (imóvel), com a vulva higienizada. O cachaço não deve apresentar problemas de aprumos, sendo recomendado a realização de desinfecção do prepúcio 4 à 5 vezes por ano.
A baia de cobertura não deve ter cantos e nem pontos que possam causar lesões nos animais. O piso não pode ser escorregadio, sendo recomendado o uso de maravalha. O lado mais estreito da baia não pode ser inferior à 2,5 m. A limpeza da baia deve ser diária e a desinfecção realizada semanalmente.
- Realizar a inseminação artificial na presença do macho, tendo-se o cuidado para que o sêmen seja depositado naturalmente na fêmea e não forçado. O tempo de uma inseminação deve ser de no mínimo 4 minutos;
- Adotar duas montas ou inseminações por porca e uma terceira monta ou inseminação somente para porcas com cio novamente testado e confirmado na terceira cobertura. Manter intervalo de 24 horas entre montas naturais e de 12h à 24h entre inseminações artificiais, de acordo com o protocolo recomendado para cada categoria de animal ou de intervalo desmame-cio.
Observando-se a detecção de cio com o auxílio do cachaço, duas vezes ao dia, a prática de monta natural com duas cobrições é recomendada dentro das seguintes condições:
- Porcas com intervalo desmame-cio com 5 ou mais dias e leitoas:
Realizar a primeira cobrição no momento em que a porca ou leitoa inicia a aceitação do cachaço. A segunda cobrição deverá ser no máximo 24 horas após. - Porcas com intervalo desmame-cio até 4 dias:
Realizar a primeira cobrição 12 horas após ter demonstrado imobilidade ao cachaço. A segunda cobrição deverá ser feita 24 horas após a primeira.
Observar o surgimento do cio com cachaço, duas vezes ao dia, e proceder a inseminação artificial (IA) de acordo com a seguinte recomendação:
- Realizar a 1a IA 12 horas após a aceitação do cachaço. A 2a IA deve ser realizada 12 até 24 horas após a 1a e, caso a leitoa ou porca ainda esteja aceitando o cachaço, uma 3a IA pode ser feita 12 horas após a 2a.
- Preferencialmente alojar as porcas e leitoas em boxes nos primeiros 30 dias de gestação. Os deslocamentos são claramente desaconselhados entre o dia 7 e o dia 18 de gestação. O ambiente deve ser calmo. Evitar o estresse;
- Manter as instalações em boas condições de higiene e limpeza. Quando alojadas em baias coletivas, a área para leitoas deve ser de 2 m2 e porcas de 3 m2;
- Tanto as porcas do início da gestação (até 4 ou 5 semanas pós-cobertura) como aquelas do final da gestação (1-2 semanas pré-parto) necessitam especial atenção quanto à temperatura ambiental. Temperaturas elevadas causam efeitos negativos com perdas embrionárias mais evidentes, especialmente entre os dias 8-16 pós-cobrição;
- Após a cobrição até cinco dias de gestação fornecer às fêmeas de 1,8 à 2,0 Kg de ração por dia;
- Entre o dia 6 e o dia 56 alimentar as porcas em função do seu estado ao desmame
- Entre os dias 56 e 85 de gestação, fazer ajuste na quantidade de ração (2 a 2,5 kg/dia/porca) de forma que a porca esteja em uma boa condição corporal;
- Dos 86 dias de gestação até transferência para a maternidade deve ser fornecido até 3 Kg diários de ração;
- A ração deve ser fornecida em duas refeições, pela manhã e à tarde. A oferta de água deve ser à vontade, de boa qualidade e com temperatura inferior à 20°C (consumo diário de 18 à 20 litros).
- Do dia 18 à 24 passar o cachaço em frente às porcas pela manhã e pela tarde, após os horários de arraçoamento para verificar retornos de cio;
- Fazer diagnóstico de gestação entre 30 - 50 dias com a utilização de ultra-som;
- Fazer diagnóstico de gestação visual após 90 dias;
- Aplicar as vacinas previstas para a fase de gestação;
- Movimentar as fêmeas no mínimo quatro vezes por dia (duas por ocasião da alimentação) para estimular o consumo de água e a micção. Supervisionar e anotar os corrimentos vulvares durante esse período;
- Identificar os animais com problema, anotar os sinais de inquietação e controlar a temperatura corporal, tratando com antitérmicos se for superior a 39,8°C. Observar e registrar os abortos e retornos tardios;
- Fornecer alimentação mais fibrosa na última semana de gestação. Lavar as fêmeas antes de irem para a maternidade.
Tabela 13 - Valores críticos e metas na fase de cobrição e gestação.
| Indicador | Valor Crítico(1) | Meta |
| Taxa de Partos(%) | <80 | >86 |
| Taxa de retorno ao cio (%) | >13 | <10 |
| Intervalo médio desmame cio (dias) | >10 | <7 |
| Taxa de reposição anual de matrizes - 1° ano (%) | <12 | 15 |
| Taxa de reposição anual de matrizes - 2° ano (%) | <20 | 25 |
| Taxa de reposição anual de matrizes - 3° ano (%) | <30 | 40 |
| Taxa de reposição anual de machos (%) | <50 | >80 |
| Relação fêmeas por macho | 18:1 | 20:1 |
| (1)Indica necessidade de identificar as causas e adotar medidas corretivas. | ||
- Fazer a transferência das porcas para a maternidade sete dias antes do parto previsto. Conduzir os animais com calma e sem estresse, sempre com o auxilio de corredores e da tábua de manejo. Transferir as fêmeas nas horas quentes do dia durante o inverno e nas horas frescas do dia no verão;
- Manter a temperatura interna da sala de maternidade próxima de 18ºC-20ºC. Instalar um termômetro na parte central da sala a uma altura aproximada de 1,50m para facilitar a leitura;
- Privar as porcas de ração no dia do parto, mantendo somente água a sua disposição (15-20 litros/dia). Acompanhar o parto, dando toda a atenção possível à porca e aos recém-nascidos. O objetivo no manejo alimentar é evitar a constipação e conservar os aportes de energia. Evitar interferência no parto a não ser nos seguintes casos: a)- Porcas sem contração: aplicar ocitocina e massagear o aparelho mamário; b)- Porcas com contração, sem iniciar o nascimento após 20 minutos, usar mão enluvada para tentar a retirada dos leitões;
- Manter, para cada porca, uma ficha individual de anotações relativas ao parto e aos leitões e, em especial, as medicações individuais ou coletivas;
- As porcas em lactação devem receber ração à vontade. Nos períodos quentes deve-se fornecer ração molhada, distribuída várias vezes ao dia, para estimular o consumo. Nesses períodos também é muito importante o fornecimento de ração à noite (essa pode ser seca), pois nas horas mais frescas o consumo é maior;
- Fornecer aos leitões ração pré-inicial 1 a partir dos 7 dias de vida até o desmame.
- Aplicar vacina prevista para a segunda semana pós-parto.
- Acesso fácil pelo traseiro da porca para facilitar o manejo (porca e leitões);
- Cela parideira com barra de proteção, para evitar esmagamentos;
- Fonte de aquecimento com regulagem;
- Piso com capacidade isolante para evitar perda de calor por contato pelo leitão;
- Piso confortável para a porca e leitões evitando lesões de casco e articulações;
- Manter até um máximo de 24°C para a porca e um mínimo de 32°C para o leitão recém-nascido;
- Limpeza diária com retirada dos excrementos no mínimo uma vez pela manhã e outra pela tarde.
Antes de iniciar o trabalho de parto, é necessário ter à disposição os seguintes equipamentos, materiais e medicamentos:
- Papel toalha ou panos limpos e desinfetados;
- Barbante em solução desinfetante à base de iodo (iodo 5% a 7% ou iodo glicerinado);
- Frasco de iodo glicerinado para desinfeção do umbigo;
- Seringa e agulha;
- Aparelho de desgaste ou alicate para corte de dentes;
- Tesoura para corte do umbigo;
- Rolo de esparadrapo largo;
- Luvas descartáveis;
- Dispositivo para contenção dos leitões;
- Medicamentos (ocitocina, antitérmico, tranqüilizante e antibiótico);
- Balde plástico para lixo (papel toalha e outros);
- Balde plástico para receber a placenta, os leitões mortos e os mumificados.
Na medida em que os leitões forem nascendo, adotar os seguintes procedimentos:
- Limpar e secar as narinas e a boca dos leitões;
- Massagear os leitões na região lombar, amarrar o umbigo no comprimento de 4-5 cm, cortar 1 cm abaixo da amarração e desinfetar com iodo glicerinado;
- Orientar os leitões nas mamadas, dando atenção especial para os menores que devem ser colocados nas tetas dianteiras;
- Práticas dolorosas como o corte dos dentes e cauda dos leitões não devem ser realizadas durante a parição e sim após sua finalização.
- Assegurar um local quente (26ºC a 32ºC) e seco para os leitões, evitando o choque térmico do leitão e a conseqüente hipotermia dos recém-nascidos;
- Orientar os leitões em sua primeira mamada, estimulando os menores a consumir o colostro;
- Estimular o consumo de ração para as porcas com grandes leitegadas;
- Acompanhar de perto a parição como forma de garantir a viabilidade dos recém-nascidos (uma parição normal dura em geral 2h 30m);
- Cuidado especial deverá ser dado para as porcas velhas, pois tendem a ter maiores problemas com parições muito longas (acima de 4h). Prever uma supervisão intensiva do parto;
- Estimular mamadas regulares e suficientes;
- Cuidado com esmagamentos.
- Observar a falta de apetite e empedramento do úbere;
- Observar o comportamento dos leitões (inquietos e com perda de peso);
- Observar atentamente os corrimentos vaginais da porca, pela manhã e pela tarde durante 48h pós-parto, através da abertura dos lábios vulvares;
- Anotar a temperatura retal nos primeiros 3 dias após o parto das porcas;
- Para as porcas que apresentarem temperaturas altas (> 39,8°C) entrar imediatamente com medicação (antitérmico e antibiótico) e se necessário com ocitocina (1-2 ml). Para todas as porcas é possível injetar uma dose de prostaglandina F2 α 36 h após o parto, para melhorar o esvaziamento uterino.
Os leitões devem ser castrados antes de completar os 12 dias de idade, seguindo os passos abaixo:
- Preparar o bisturi, fio e desinfetante à base de iodo em um balde;
- Fechar os leitões no escamoteador para facilitar a captura dos mesmos;
- Castração de leitões normais:
- a) Um auxiliar segura o leitão na tábua de castração ou o leitão é imobilizado, usando-se equipamento apropriado;
- b) Desinfetar a região do escroto com pano embebido no desinfetante;
- c) Realizar a castração fazendo um ou dois cortes sobre os testículos e retirá-los por tração;
- d) Desinfetar novamente o local da incisão e liberar o leitão.
- Castração de leitões com hérnia escrotal (herniados) pelo método inguinal. Esse método exige treinamento antes de colocá-lo em prática;
- a) Uma pessoa deve segurar o leitão pelas pernas traseiras com a barriga voltada para o castrador;
- b) Desinfetar a região inguinal e fazer um corte de mais ou menos 2 cm entre o último par de tetas;
- c) Introduzir o dedo minguinho no corte, forçar para liberar o testículo e tracioná-lo envolto na capa;
- d) Tracionar bem o testículo, verificar se o intestino desceu e dar 2 voltas;
- e) Amarrar com barbante desinfetado;
- f) Cortar o testículo, desinfetar o local e liberar o leitão.
| Indicador | Valor Crítico(1) | Meta |
| N° leitões nascidos vivos/parto | <10,0 | >10,8 |
| Peso médio dos leitões ao nascer (kg) | <1,4 | >1,5 |
| Taxa de leitões nascidos mortos (%) | >5,0 | <3,0 |
| Taxa de mortalidade de leitões (%) | >8,0 | <7,0 |
| Leitões desmamados/parto | <9,2 | >10,0 |
| Média leitões desmamados/porca/ano | <19,3 | >23,0 |
| Ganho médio de peso diário dos leitões (g) | <200 | >250 |
| Peso dos leitões aos 21 dias (kg) | <5,6 | >6,7 |
| (1)Indica necessidade de identificar as causas e adotar medidas corretivas. | ||
- Evitar o acúmulo de porcas muito velhas na granja, mantendo sempre a recomendação de reposição anual entre 30% e 40%;
- As porcas que apresentarem qualquer um dos problemas abaixo relacionados devem ser descartadas:
- - Não retornarem ao cio até 15 dias após o desmame;
- - Com danos severos nos aprumos;
- - Com falha de fecundação;
- - Com duas repetições seguidas de cio;
- - Que apresentaram dificuldades no parto;
- - Qualquer ocorrência de doença;
- - Com baixa produtividade;
- - Com problemas de Metrite, Mastite e Agalaxia (MMA);
- - Que apresentaram aborto ou falsa gestação.
A saída da maternidade para a creche representa um choque para os leitões, pois deixam a companhia da porca e, em substituição ao leite materno, passam a se alimentar exclusivamente de ração. Por essa razão, os cuidados dedicados aos leitões, principalmente nos primeiros dias de creche, são importantes para evitar perdas e queda no desempenho, em função de problemas alimentares e ambientais que, via de regra, resultam na ocorrência de diarréias.
- Manejar as salas de creche segundo o sistema "todos dentro todos fora", ou seja, entrada e saída de lotes fechados de leitões;
- Alojar os leitões na creche no dia do desmame, formando grupos de acordo com a idade e o sexo;
- Fornecer suficiente espaço para os leitões, considerando o tipo de baia.
- Manter a temperatura interna próxima de 26°C durante os primeiros 14 dias e próxima de 24°C até a saída dos leitões da creche, controlando através de termômetro;
- Fornecer à vontade aos leitões, ração pré-inicial 2 do desmame até os 42 dias e ração inicial até a saída da creche, com peso médio mínimo dos leitões de 20 kg;
- Fornecer ração diariamente, não deixando nos comedouros ração úmida, velha ou estragada;
- O consumo diário de ração por leitão entre 5 e 10 kg de peso vivo é, em média, de 460 gramas. Entre 10 e 20 kg de peso vivo deve ser estimulado o consumo de ração que em média é de 950 gramas por animal/dia;
- No caso de eventuais surtos de diarréia ou doença do edema, retirar imediatamente a ração do comedouro e iniciar um programa de fornecimento gradual de ração até controlar o problema. Buscar auxílio técnico se persistirem os sintomas;
- Dispor de bebedouros de fácil acesso para os leitões, com altura, vazão e pressão corretamente regulados;
- Vacinar os leitões na saída da creche de acordo com a recomendação do programa;
- Monitorar cada sala de creche pelo menos 3 vezes pela manhã e 3 vezes pela tarde para observar as condições dos leitões, bebedouros, comedouros, ração e temperatura ambiente;
- Limpar as salas de creche, diariamente, com pá e vassoura;
- Lavar as salas de creche com baias suspensas, esguichando água, com lava jato de alta pressão e baixa vazão, no mínimo a cada 3 dias no inverno e a cada 2 dias nas demais estações do ano;
- Implementar ações corretivas com a maior brevidade possível quando for constatada qualquer irregularidade, especialmente problemas sanitários;
- Pesar e transferir para as baias de crescimento os leitões com idade entre 56 e 63 dias.
Tabela 15 - Valores críticos e metas na fase de creche.
| Indicador | Valor Crítico(1) | Meta |
| Taxa de mortalidade de leitões (%) | >2,5 | <1,5 |
| Conversão alimentar (kg ração/kg de ganho) | >2,2 | <2,0 |
| Peso médio de referência dos leitões na saída da creche (kg) | ||
| Aos 56 dias | <18,5 | >20,0 |
| Aos 58 dias | <19,5 | >21,0 |
| Aos 60 dias | <20,5 | >22,0 |
| Aos 63 dias | <22,0 | >23,5 |
| (1)Indica necessidade de identificar as causas e adotar medidas corretivas. | ||
São as fases menos preocupantes dos suínos, desde que, ao iniciarem as mesmas, apresentem um peso compatível com a idade e boas condições sanitárias. Assim sendo, pode-se dizer que o sucesso nessas fases depende de um bom desempenho na maternidade e na creche.
- Manejar as salas de crescimento e terminação segundo o sistema "todos dentro todos fora", ou seja, entrada e saída de lotes fechados de leitões;
- Alojar os leitões nas baias de crescimento e terminação no dia da saída da creche, mantendo os mesmos grupos formados na creche, ou refazer os lotes por tamanho e sexo;
- Manter a temperatura das salas entre 16°C e 18°C, de acordo com a fase de desenvolvimento dos animais, controlando com o uso de termômetro;
- Fornecer aos animais, à vontade, ração de crescimento até os 50 kg de peso vivo e ração de terminação até o abate;
- Dispor de bebedouros de fácil acesso para os animais, com altura, vazão e pressão corretamente regulados;
- Monitorar cada sala de crescimento e terminação pelo menos 2 vezes pela manhã e 2 vezes pela tarde para observar as condições dos animais, bebedouros, comedouros, ração e temperatura ambiente;
- Limpar as baias de crescimento e terminação diariamente com pá e vassoura;
- Esvaziar e lavar semanalmente as calhas coletoras de dejetos, mantendo no fundo das mesmas, após a lavagem, uma lâmina de 5 cm de água, de preferência reciclada;
- Implementar ações corretivas com a maior brevidade possível, quando for constatada qualquer irregularidade, especialmente problemas sanitários;
- Fazer a venda dos animais para o abate por lote, de acordo com o peso exigido pelo mercado;
- Observar o período de retirada de qualquer medicamento em uso antes de enviar os suínos para o abate;
- Não deixar eventuais animais refugo nas instalações.
Tabela 16 - Valores críticos e metas nas fases de crescimento e terminação.
| Indicador | Valor Crítico(1) | Meta |
| Taxa de mortalidade de animais (%)) | >1,0 | <0,6 |
| Conversão alimentar (kg ração/kg de ganho) | >2,8 | <2,6 |
| Peso médio de referência dos animais na saída para o abate (kg) | ||
| Aos 133 dias | >78,0 | <83,0 |
| Aos 140 dias | >85,0 | <90,0 |
| Aos 147 dias | >92,0 | <97,0 |
| Aos 154 dias | >98,0 | <103,0 |
