O Paraná
terá maior indústria
integrada de biodiesel do
mundo. O anúncio é da
Companhia Brasileira de
Energias Alternativas e
Renováveis (CBEAR). Com
investimentos da ordem de
300 milhões de euros num
município a ser definido da
região Centro-Sul do Estado,
a empresa terá capacidade de
produção de 600 mil
toneladas de biodiesel por
ano.
Para a
diretora-executiva da
empresa, Christianne Fullin,
com uma produção similar
registrada só na Espanha, a
CBEAR do Paraná será a maior
do planeta por reunir toda a
cadeia produtiva do setor.
“O
governador Roberto Requião
foi atuante e tem plena
convicção da viabilidade e
grandeza desta indústria.
Serão gerados cerca de 500
empregos diretos e milhares
de indiretos com a inclusão
de famílias residentes no
meio rural”, destaca a
executiva.
Apresentada durante a
reunião da Escola de Governo
nesta terça-feira (14) pelo
secretário estadual da
Indústria, do Comércio e
Assuntos do Mercosul,
Virgílio Moreira Filho, a
CBEAR é o mais novo
empreendimento industrial
que escolhe o Paraná como
sede.
“Pela
logística, política de ações
públicas voltadas ao
empresariado, energia,
portos, ferrovias e
aeroportos, o Paraná mais
uma vez segue na liderança
na captação de grandes
investimentos geradores de
emprego e renda”, disse o
secretário.
Com data
de funcionamento prevista
para fevereiro de 2010, a
produção de biodiesel será
feita a partir de
oleaginosas como a canola e
o girassol – culturas
cultiváveis em período de
entressafra nas propriedades
rurais -, e também do
tungue, oleagionosa de
cultura perene e que pode
ser implementada em locais
onde não existe
aproveitamento do solo para
cultivos tradicionais.
“Ao
promover uma rotatividade
maior de culturas como o
milho e a soja, o agricultor
terá uma importante e nova
fonte de renda”, explica a
diretora da empresa
Christianne Fullin. A
produção será voltada ao
mercado externo e deve
atender ao mercado interno
caso exista demanda.
GOVERNO – A
empresa deverá firmar
convênios com diversos
órgãos governamentais do
Estado, como a Secretarias
da Indústria e Comércio,
Agricultura e Abastecimento,
Ciência e Tecnologia,
Fazenda, Meio Ambiente, além
da Emater, IAP, Iapar,
Ferroeste, Tecpar e Lactec.
Desde a
pesquisa e escolha da melhor
variedade de oleagionosa,
até a logística para o
transporte das
matérias-primas,
desenvolvimento tecnológico
e ambiental, o Governo do
Estado foi parceiro para
viabilizar economicamente o
projeto.
Outro
ponto destacado é a
instalação da empresa numa
região carente de
investimentos privados e de
baixo Índice de
Desenvolvimento Humano (IDH).
“Conceitos ambientais e de
sustentabilidade, além da
mínima agressão ao solo e do
uso de alta tecnologia serão
objetivos aplicados pela
empresa”, acrescentou
Christianne Fullin.
Fonte:
Agência Estadual de Notícias
Publicado por suino.com