As
autoridades
sanitárias
da Rússia
estão
novamente no
Brasil
inspecionando
e
re-inspecionado
estabelecimentos
de produção,
industrialização
e unidades
veterinárias.
As vistorias
contemplam
três
segmentos:
Bovinocultura,
Suinocultura
e
Avicultura,
compreendendo
todos os
estados que
possuem
status de
livre de
aftosa com e
sem
vacinação.
Somente no
Estado do
Paraná, que
não foi
inspecionado
nas visitas
anteriores,
são 15
estabelecimentos.
No Rio
Grande do
Sul serão
quatro
plantas
frigoríficas,
três granjas
de
terminação
de suínos e
uma unidade
local
veterinária.
Quanto aos
aspectos
sanitários,
o sistema
brasileiro
continua
agradando e
atendendo às
exigências
dos
inspetores
daquele
país,
atualmente o
maior
comprador de
carnes do
Rio Grande
do Sul.
Entretanto,
além da
questão
sanitária,
outro fator
determinante
para o
mercado é a
questão
comercial, a
qual começa
apresentar
dificuldades
em
conseqüência
da crise
financeira
global.
Trata-se de
um mercado
que, hoje,
absorve mais
de 50% das
exportações
de carne
suína do RS
e
praticamente
igual
quantidade
das outras
carnes
também -
bovina e de
aves. E esse
potencial
pode
apresentar-se
ainda maior,
além de
reexportar o
produto para
países que
gravitam
politicamente
ao seu
redor, sua
geopolítica.
A
Superintendência
Federal de
Agricultura
no RS tem
manifestado
freqüentemente
aos
segmentos
sua
preocupação
quanto à
concentração
do mercado,
tanto em seu
aspecto
positivo,
como
negativo.
Favorável
pela
quantidade e
preço, mas,
ao mesmo
tempo,
temeroso
pela
possibilidade
de suspensão
das
importações,
em virtude
dos eventos
relacionados
a questões
sanitárias
ou
comerciais,
como no caso
presente. A
suspensão
brusca dos
negócios não
permite que
a produção
seja
redirecionada
para outros
mercados -
externo ou
interno -
impactando
os estoques,
penalizando
e
desestruturando
toda a
cadeia,
causando
prejuízos
irreversíveis
para o setor
público e
privado,
dadas as
características
da
complexidade
do sistema
de produção,
principalmente
avicultura e
suinocultura.
Neste
momento, em
função da
crise
financeira,
a Rússia já
se retrai e
sinaliza com
a
necessidade
de redução
de preços
das carnes.
Vale lembrar
que o Brasil
já exportou
carne suína
para o país
a menos de
mil dólares
a tonelada,
basta
recorrer aos
dados de
2005 e
anteriores.
É natural,
nestas
circunstâncias,
que os
compradores
proponham
negociar os
preços,
especialmente
um país que
sabe quanto
importa do
Brasil e
conhece a
realidade do
mercado. Nos
terminais de
Itajaí, em
Santa
Catarina,
são mais de
130 mil
toneladas de
produtos
cárneos
aguardando
renegociação,
segundo
notícias
veiculadas
na imprensa.
Precisamos
de um plano
estratégico
permanentemente,
para que
estejamos
sempre
preparados
para tais
situações,
buscando
diversificar
os mercados
compradores,
evitando
assim a
concentração.
No momento,
estamos mais
uma vez
diante de um
desafio que
se apresenta
como um
obstáculo,
que exige
muita
qualificação
do Brasil.
Uma prova de
fogo e
resistência.
Pior seria
se fosse o
inverso, que
tivéssemos
que
importar.
Afinal, não
estamos sós
nessa crise.
A certeza
que temos é
de que toda
a humanidade
precisa se
alimentar,
por isso a
roda não
pára. Não há
outro país
melhor que o
Brasil para
buscar
alimentos.
Estamos em
condições de
disputar ,
com
qualidade,
quantidade e
competitividade,
frente aos
os demais
fornecedores.