Mercado fundamental para as exportações de carnes do
país,
a
Rússia
e
seus
problemas
de
crédito
assustaram
as
empresas
exportadoras
brasileiras
em
outubro,
mas
nos
últimos
dias
o
fluxo
de
transações
deu
sinais
de
melhora.
Segundo
associações
que
representam
os
exportadores,
em
parte
a
evolução
refletiu
medidas
adotadas
por
Moscou
para
afrouxar
o
estrangulamento
financeiro
das
companhias
russas.
Mas
o
clima
também
ajudou,
já
que
nesta
época
do
ano
os
embarques
escasseiam
devido
ao
rigoroso
inverno
daquele
país,
quando
os
portos
têm
as
operações
comprometidas.
Agora,
Abiec
(entidade
que
representa
exportadores
de
carne
bovina),
Abef
(carne
de
frango)
e
Abipecs
(carne
suína)
torcem
para
que
o
reaquecimento
dos
negócios,
no
início
de
2009,
não
acuse
a
flagrante
desaceleração
econômica
russa,
que
já
afetou
manufaturados,
mas
ainda
não
chegou
com
força
às
vendas
de
alimentos,
normalmente
o
último
setor
a
ser
abatido
em
crises.
"Até
agora
fomos
pouco
ou
quase
nada
afetados.
Mas
é
preciso
cautela",
informou
a
Sadia
por
meio
de
sua
assessoria
de
imprensa.
Além
de
ser
grande
exportadora
de
carnes
suína
e de
frango
para
a
Rússia,
a
empresa
mantém
no
país
uma
fábrica
em
Kaliningrado,
construída
com
um
parceiro
local,
a
Miratorg.
A
unidade,
que
absorveu
US$
90
milhões
no
total,
foi
inaugurada
no
fim
de
2007.
No
tocante
apenas
ao
fluxo
comercial,
a
carne
bovina
destinada
à
Rússia,
atualmente
o
principal
mercado
externo
para
o
produto
- em
parte
devido
às
restrições
impostas
pela
União
Européia
-,
foi
a
mais
afetada
em
outubro.
Os
embarques
de
cortes
in
natura
para
o
país
alcançaram
24,7
mil
toneladas
líquidas,
41,7%
menos
que
no
mesmo
mês
do
ano
passado.
Como
o
preço
médio
das
vendas
já
vinha
em
elevação
e
ainda
foi
72,12%
superior
ao
de
outubro
de
2007,
a
receita
oriunda
dos
embarques
manteve-se
praticamente
estável
em
US$
103,6
milhões.
As
vendas
de
miudezas
de
bovinos
para
os
russos
também
recuaram
na
comparação
-
8,91%,
para
810,4
toneladas
líquidas.
Também
aqui
o
preço
médio
foi
maior,
112,45%,
e a
receita
subiu
116,5%,
para
US$
5,5
milhões.
"A
situação
melhorou
depois
de
intervenções
do
Estado
para
ampliar
o
créditos
aos
importadores",
afirmou
na
semana
passada
Roberto
Giannetti
da
Fonseca,
presidente
da
Abiec.
Segundo
o
ex-ministro
da
Agricultura
Pratini
de
Moraes,
hoje
no
conselho
da
JBS-Friboi,
maior
empresa
de
carne
bovina
do
mundo,
também
pesou
para
fortalecer
a
pressão
russa
por
renegociações
de
preços
o
fato
de o
país
ter
importado
muito
no
primeiro
semestre
e
estar,
assim,
bem
estocado.
Em
razão
das
semanas
de
impasse
com
os
russos
e
das
incertezas
que
esse
impasse
provocou
nos
frigoríficos
exportadores,
os
preços
da
arroba
do
boi
gordo
chegaram
a
diminuir
no
mercado
brasileiro,
mas
nos
últimos
dias
esse
mercado
já
apresentava
maior
sustentação,
conforme
levantamentos
de
consultorias
especializadas.
Ainda
que
menos
dependentes
da
Rússia,
os
exportadores
de
carne
de
frango
(a
Sadia
entre
eles)
também
sentiram
uma
desaceleração.
Tanto
que,
de
janeiro
a
outubro
- e
sobretudo
graças
aos
dois
últimos
meses
-,
venderam
um
volume
7%
menor
(148
mil
toneladas)
para
o
país
na
comparação
com
igual
intervalo
de
2007.
Também
nesse
caso
a
receita
aumentou.
A
alta
foi
de
25%,
para
US$
292
milhões,
menos
de
5%
do
total.
Já
as
exportações
de
carne
suína
"agradeceram"
à
Rússia,
que
ainda
absorve
mais
de
40%
das
vendas
brasileiras
ao
exterior,
em
outubro.
O
país
vendeu
mais
(18,8
mil
toneladas,
alta
de
18,2%
sobre
o
mesmo
mês
de
2007)
e
foi
melhor
remunerado
(40,1
milhões,
salto
de
61,4%).
Mas
nem
por
isso
as
indústrias
do
ramo
estão
tranqüilas.
"Na
Rússia,
a
crise
global
teve
grande
impacto
não
só
no
câmbio
como
no
sistema
bancário.
Os
importadores
sofreram
seus
efeitos",
disse
Pedro
de
Camargo
Neto,
presidente
da
Abipecs,
em
comunicado
divulgado
na
semana
passada.
Segundo
ele,
os
russos
continuavam
a
tentar
renegociar
preços,
mas
a
falta
de
estoques
em
época
de
demanda
crescente
preservava,
neste
segmento,
o
poder
de
barganha
das
empresas
brasileiras.
Fonte:
Valor
Econômico
Publicado
por
suino.com