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MANEJO DE PRODUÇÃO
- EMBRAPA
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Manejo da
Produção |
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O manejo da produção compreende todo o processo
reprodutivo e produtivo do sistema, devendo ser
conduzido com toda a atenção, pois dele depende o
alcance de melhores índices produtivos e o retorno
econômico da atividade.
Machos
Procedimentos para a detecção do cio
Pré-Cobrição em Leitoas
Pré-Cobrição em Porcas
Cobrição
Protocolo
de cobrição para monta natural
Protocolo
para Inseminação Articial
Gestação
Maternidade
Características
ideais da Maternidade
Cuidados
com os leitões ao nascer
Medidas
para evitar perdas na maternidade
Prevenção
da agalaxia
Castração
dos leitões
Descarte de Fêmeas
Creche
Crescimento e terminação
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Machos |
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-
Não permitir contato direto ou indireto do macho com
as leitoas antes de completar 5 meses de idade;
-
Fornecer aos machos de 2 a 2,5 kg de ração de
crescimento por dia, dependendo do seu estado
corporal, até iniciarem a vida reprodutiva.
-
Passar por um período de adaptação de no mínimo 4
semanas, antes de realizar a primeira cobrição;
-
Iniciar o treinamento do macho em coberturas aos 7
meses, levando-o várias vezes à baia de cobrição,
antes de fazer a primeira cobertura;
-
Utilizar uma fêmea que esteja com perfeito reflexo
de imobilidade para fazer a primeira cobertura,
observando uma igualdade no tamanho do macho e da
fêmea;
-
Realizar a cobertura na baia de cobrição, com piso
não escorregadio. Recomenda-se o uso de maravalha
sobre o piso;
-
Antes da cobertura, fazer a limpeza e o esgotamento
do prepúcio (após secar com papel limpo), bem como,
observar se não existe nenhuma alteração no cachaço
(orquite, sinal de infecção, etc.);
-
Supervisionar a monta. Retirar a fêmea se a mesma
for agressiva. Se o macho montar incorretamente,
gentilmente colocá-lo na posição correta;
-
Realizar no máximo 2 montas por semana (1 fêmea
coberta) entre 7 e 9 meses de idade, no máximo 4
montas por semana (2 fêmeas cobertas ) entre 10 e 12
meses de idade e até 6 montas por semana com idade
acima de 1 ano;
-
Conduzir com calma os machos e as fêmeas para a baia
de cobrição, usando tábua de manejo e nenhum tipo de
mau trato;
-
Fazer as cobrições sempre após o arraçoamento dos
animais e nas horas mais frescas do dia, início e
fim da jornada de trabalho;
-
Fornecer diariamente aos machos, após iniciarem a
vida reprodutiva, ração de gestação de acordo com
seu peso (Tabela 12).
Tabela 12.
Arraçoamento de cachaços adultos.
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Arraçoamento diário |
Peso vivo dos cachaços (kg)
|
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120 a
150
|
150 a
200 |
200 a
250 |
250 a
300 |
|
Quantidade fornecida (kg) |
2,1 |
2,4 |
2,8 |
3,0 |
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Procedimentos para a detecção do cio |
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É
importante estabelecer um procedimento padrão para a
atividade de diagnóstico de cio, obedecendo uma rotina
diária. O contato físico direto pela introdução do macho
na baia das fêmeas, pelo menos durante 10 minutos a cada
dia, garante a melhor estimulação para detectar o estro
e é útil para checar porcas que não exibem o reflexo de
tolerância. Para fêmeas alojadas em gaiolas, a
utilização de um cachaço em combinação com o teste da
pressão lombar é o método mais acurado de identificação
de fêmeas em estro. Idealmente o diagnóstico de cio deve
ser realizado duas vezes ao dia com intervalo ótimo de
12 horas.
-
Levar a fêmea na presença do macho (baia), ou
colocá-la frente a frente com o cachaço (em
gaiolas);
-
Utilizar um cachaço com idade acima de 10 meses.
Também é aconselhável a prática do rodízio de
cachaços para a detecção do cio;
-
Iniciar a tarefa de detecção de cio cerca de uma
hora após a alimentação. Se ao invés de baias, a
granja alojar as fêmeas em gaiolas individuais, um
intenso contato "cabeça com cabeça" passando o macho
pelo corredor obterá bons resultados.
-
Realizar o teste de pressão lombar imediatamente
após mostrar o cachaço para a porca.
-
Gentilmente massagear o flanco e pressionar (com as
mãos ou cavalgando) as costas da fêmea. A fêmea em
cio pára rigidamente, treme as orelhas e mostra
interesse pelo macho;
-
Evitar movimentos rudes ou bruscos. O teste é menos
efetivo se a fêmea tiver medo do tratador;
-
Procurar alongar a exposição do cachaço quando
estiver checando cio em leitoas, uma vez que as
mesmas tendem a ser mais nervosas e inquietas. Caso
o cio estiver sendo checado em uma baia, não
utilizar um cachaço muito agressivo;
-
Após detectar o cio, deve-se respeitar um período
mínimo para realizar a monta natural ou inseminar. O
reflexo de imobilidade normalmente é apresentado em
períodos de 8-12 minutos, seguido por períodos
refratários de uma hora ou mais, devido à fadiga
provocada pelas contrações musculares.
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Pré-Cobrição em Leitoas |
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|
-
A
maturidade sexual das leitoas ocorre entre 5,5 a 6,5
meses de idade, com algumas variações em função da
genética, da nutrição, do manejo e do ambiente onde
estão alojadas. Considerando que as leitoas,
geralmente, chegam na propriedade, em média, com 160
dias de idade e manifestam o primeiro cio dentro de
10 dias, recomenda-se iniciar o diagnóstico do cio,
uma vez ao dia, a partir do segundo dia da chegada
das leitoas;
-
Evitar que as fêmeas se acostumem com a exposição ao
macho por excesso de contato, isso dificulta a
estimulação da puberdade e a detecção do cio. Alojar
os cachaços de forma que as fêmeas desmamadas e
leitoas em idade de cobrição possam vê-los e
sentirem seu cheiro. Períodos de exposição direta de
10 a 20 minutos pelo menos uma vez ao dia são
suficientes;
-
Para iniciar o estímulo da puberdade, deve-se
utilizar um cachaço com bom apetite sexual, acima de
10 meses de idade, dócil e não muito pesado. Fazer o
rodízio de cachaços para o estimulo e detecção de
cio;
-
Abrir uma ficha de anotações e controle de cio para
cada lote de fêmeas;
-
Se a leitoa entrar em cio e não apresentar idade ou
peso para cobrir, manter o registro para utilização
dessa leitoa dentro de 21 dias;
-
Fornecer diariamente às leitoas 2,5 kg de ração de
crescimento até duas semanas antes da cobrição. A
ração diária deve ser em duas refeições, pela manhã
e à tarde;
-
Duas semanas antes da data provável de cobrição
fornecer às leitoas ração de lactação à vontade;
-
Realizar a 1ª cobrição no 2° ou 3º cio, com idade
mínima de 7 meses e 130 kg de peso;
-
As leitoas que não demonstrarem o 1º cio até 45 dias
após o início do manejo para indução da puberdade,
devem ser descartadas.
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Pré-Cobrição em Porcas |
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-
Período ótimo de duração da lactação é de 21-23
dias, permitindo uma perfeita involução uterina e um
desgaste não excessivo no aleitamento. Em regra
geral, as porcas retornam ao cio 4 ou 5 dias após o
desmame e, se não ficarem cobertas, voltarão a
repetir o cio aos 21 dias.
-
Agrupar as porcas desmamadas em lotes de 5 a 10
animais, em baias de pré-cobrição, localizadas
próximas às dos machos;
-
Agrupar as porcas por tamanho, seguido de banho com
água e creolina para reduzir o estresse e as
agressões. Manter um espaço ideal de 3 m2
por porca;
-
Fornecer ração de lactação às porcas, à vontade ou
pelo menos 3 kg/dia, do desmame até a cobrição;
-
Estimular e observar o cio das porcas no mínimo duas
vezes ao dia, com intervalo mínimo de 8 horas,
colocando-as em contato direto com o macho a partir
do segundo dia após o desmame.
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Cobrição |
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A duração ideal de uma monta varia de 5 a 10 minutos.
Qualquer cobertura que demorar menos de 3 minutos deve
ser considerada uma cobertura duvidosa. É conveniente a
adequação do tamanho da porca ao cachaço (tronco de
monta se necessário). A fêmea deve estar perfeitamente
em cio (imóvel), com a vulva higienizada. O cachaço não
deve apresentar problemas de aprumos, sendo recomendado
a realização de desinfecção do prepúcio 4 à 5 vezes por
ano.
A baia de cobertura não deve ter cantos e nem pontos que
possam causar lesões nos animais. O piso não pode ser
escorregadio, sendo recomendado o uso de maravalha. O
lado mais estreito da baia não pode ser inferior à 2,5
m. A limpeza da baia deve ser diária e a desinfecção
realizada semanalmente.
-
Realizar a inseminação artificial na presença do
macho, tendo-se o cuidado para que o sêmen seja
depositado naturalmente na fêmea e não forçado. O
tempo de uma inseminação deve ser de no mínimo 4
minutos;
-
Adotar duas montas ou inseminações por porca e uma
terceira monta ou inseminação somente para porcas
com cio novamente testado e confirmado na terceira
cobertura. Manter intervalo de 24 horas entre montas
naturais e de 12h à 24h entre inseminações
artificiais, de acordo com o protocolo recomendado
para cada categoria de animal ou de intervalo
desmame-cio.
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Protocolo de cobrição para monta natural |
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Observando-se a detecção de cio com o auxílio do
cachaço, duas vezes ao dia, a prática de monta natural
com duas cobrições é recomendada dentro das seguintes
condições:
-
Porcas com intervalo desmame-cio com 5 ou mais dias
e leitoas:
Realizar a primeira cobrição no momento em que a
porca ou leitoa inicia a aceitação do cachaço. A
segunda cobrição deverá ser no máximo 24 horas após.
-
Porcas com intervalo desmame-cio até 4 dias:
Realizar a primeira cobrição 12 horas após ter
demonstrado imobilidade ao cachaço. A segunda
cobrição deverá ser feita 24 horas após a primeira.
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Protocolo para Inseminação Artificial |
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Observar o surgimento do cio com cachaço, duas vezes ao
dia, e proceder a inseminação artificial (IA) de acordo
com a seguinte recomendação:
-
Realizar a 1a IA 12 horas após a
aceitação do cachaço. A 2a IA deve ser
realizada 12 até 24 horas após a 1a e,
caso a leitoa ou porca ainda esteja aceitando o
cachaço, uma 3a IA pode ser feita 12
horas após a 2a.
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Gestação |
|
|
-
Preferencialmente alojar as porcas e leitoas em
boxes nos primeiros 30 dias de gestação. Os
deslocamentos são claramente desaconselhados entre o
dia 7 e o dia 18 de gestação. O ambiente deve ser
calmo. Evitar o estresse;
-
Manter as instalações em boas condições de higiene e
limpeza. Quando alojadas em baias coletivas, a área
para leitoas deve ser de 2 m2 e porcas de
3 m2;
-
Tanto as porcas do início da gestação (até 4 ou 5
semanas pós-cobertura) como aquelas do final da
gestação (1-2 semanas pré-parto) necessitam especial
atenção quanto à temperatura ambiental. Temperaturas
elevadas causam efeitos negativos com perdas
embrionárias mais evidentes, especialmente entre os
dias 8-16 pós-cobrição;
-
Após a cobrição até cinco dias de gestação fornecer
às fêmeas de 1,8 à 2,0 Kg de ração por dia;
-
Entre o dia 6 e o dia 56 alimentar as porcas em
função do seu estado ao desmame
(Referência n° 22);
-
Entre os dias 56 e 85 de gestação, fazer ajuste na
quantidade de ração (2 a 2,5 kg/dia/porca) de forma
que a porca esteja em uma boa condição corporal;
-
Dos 86 dias de gestação até transferência para a
maternidade deve ser fornecido até 3 Kg diários de
ração;
-
A
ração deve ser fornecida em duas refeições, pela
manhã e à tarde. A oferta de água deve ser à
vontade, de boa qualidade e com temperatura inferior
à 20°C (consumo diário de 18 à 20 litros).
-
Do dia 18 à 24 passar o cachaço em frente às porcas
pela manhã e pela tarde, após os horários de
arraçoamento para verificar retornos de cio;
-
Fazer diagnóstico de gestação entre 30 - 50 dias com
a utilização de ultra-som;
-
Fazer diagnóstico de gestação visual após 90 dias;
-
Aplicar as vacinas previstas para a fase de
gestação;
-
Movimentar as fêmeas no mínimo quatro vezes por dia
(duas por ocasião da alimentação) para estimular o
consumo de água e a micção. Supervisionar e anotar
os corrimentos vulvares durante esse período;
-
Identificar os animais com problema, anotar os
sinais de inquietação e controlar a temperatura
corporal, tratando com antitérmicos se for superior
a 39,8°C. Observar e registrar os abortos e retornos
tardios;
-
Fornecer alimentação mais fibrosa na última semana
de gestação. Lavar as fêmeas antes de irem para a
maternidade.
Tabela 13.
Valores críticos e metas na fase de cobrição e gestação.
|
Indicador |
Valor Crítico(1) |
Meta |
|
Taxa de partos (%) |
<80 |
>86 |
|
Taxa de retorno ao cio (%) |
>13 |
<10 |
|
Intervalo médio desmame cio (dias)
|
>10
|
<7 |
|
Taxa de reposição anual de matrizes - 1° ano (%) |
<12 |
15 |
|
Taxa de reposição anual de matrizes - 2° ano (%)
|
<20
|
25 |
|
Taxa de reposição anual de matrizes - 3° ano (%) |
<30 |
40 |
|
Taxa de reposição anual de machos (%) |
<50 |
>80 |
|
Relação fêmeas por macho |
18:1 |
20:1 |
|
(1)
Indica necessidade de identificar as causas e
adotar medidas corretivas. |
|
|
Maternidade |
|
|
-
Fazer a transferência das porcas para a maternidade
sete dias antes do parto previsto. Conduzir os
animais com calma e sem estresse, sempre com o
auxilio de corredores e da tábua de manejo.
Transferir as fêmeas nas horas quentes do dia
durante o inverno e nas horas frescas do dia no
verão;
-
Manter a temperatura interna da sala de maternidade
próxima de 18ºC-20ºC. Instalar um termômetro na
parte central da sala a uma altura aproximada de
1,50m para facilitar a leitura;
-
Privar as porcas de ração no dia do parto, mantendo
somente água a sua disposição (15-20 litros/dia).
Acompanhar o parto, dando toda a atenção possível à
porca e aos recém-nascidos. O objetivo no manejo
alimentar é evitar a constipação e conservar os
aportes de energia. Evitar interferência no parto a
não ser nos seguintes casos: a)- Porcas sem
contração: aplicar ocitocina e massagear o aparelho
mamário; b)- Porcas com contração, sem iniciar o
nascimento após 20 minutos, usar mão enluvada para
tentar a retirada dos leitões;
-
Manter, para cada porca, uma ficha individual de
anotações relativas ao parto e aos leitões e, em
especial, as medicações individuais ou coletivas;
-
As porcas em lactação devem receber ração à vontade.
Nos períodos quentes deve-se fornecer ração molhada,
distribuída várias vezes ao dia, para estimular o
consumo. Nesses períodos também é muito importante o
fornecimento de ração à noite (essa pode ser seca),
pois nas horas mais frescas o consumo é maior;
-
Fornecer aos leitões ração pré-inicial 1 a partir
dos 7 dias de vida até o desmame.
-
Aplicar vacina prevista para a segunda semana
pós-parto.
|
|
Características ideais da Maternidade |
|
|
-
Acesso fácil pelo traseiro da porca para facilitar o
manejo (porca e leitões);
-
Cela parideira com barra de proteção, para evitar
esmagamentos;
-
Fonte de aquecimento com regulagem;
-
Piso com capacidade isolante para evitar perda de
calor por contato pelo leitão;
-
Piso confortável para a porca e leitões evitando
lesões de casco e articulações;
-
Manter até um máximo de 24°C para a porca e um
mínimo de 32°C para o leitão recém-nascido;
-
Limpeza diária com retirada dos excrementos no
mínimo uma vez pela manhã e outra pela tarde.
|
|
Cuidados com os leitões ao nascer |
|
|
Antes de iniciar o trabalho de parto, é necessário ter à
disposição os seguintes equipamentos, materiais e
medicamentos:
-
Papel toalha ou panos limpos e desinfetados;
-
Barbante em solução desinfetante à base de iodo
(iodo 5% a 7% ou iodo glicerinado);
-
Frasco de iodo glicerinado para desinfeção do
umbigo;
-
Seringa e agulha;
-
Aparelho de desgaste ou alicate para corte de
dentes;
-
Tesoura para corte do umbigo;
-
Rolo de esparadrapo largo;
-
Luvas descartáveis;
-
Dispositivo para contenção dos leitões;
-
Medicamentos (ocitocina, antitérmico, tranqüilizante
e antibiótico);
-
Balde plástico para lixo (papel toalha e outros);
-
Balde plástico para receber a placenta, os leitões
mortos e os mumificados.
Na medida em que os leitões forem nascendo, adotar os
seguintes procedimentos:
-
Limpar e secar as narinas e a boca dos leitões;
massagear os leitões na região lombar, amarrar o
umbigo no comprimento de 4-5 cm, cortar 1 cm abaixo
da amarração e desinfetar com iodo glicerinado;
-
Orientar os leitões nas mamadas, dando atenção
especial para os menores que devem ser colocados nas
tetas dianteiras;
-
Práticas dolorosas como o corte dos dentes e cauda
dos leitões não devem ser realizadas durante a
parição e sim após sua finalização.
|
|
Medidas para evitar perdas na maternidade |
|
|
-
Assegurar um local quente (26ºC a 32ºC) e seco para
os leitões, evitando o choque térmico do leitão e a
conseqüente hipotermia dos recém-nascidos;
-
Orientar os leitões em sua primeira mamada,
estimulando os menores a consumir o colostro;
-
Estimular o consumo de ração para as porcas com
grandes leitegadas;
-
Acompanhar de perto a parição como forma de garantir
a viabilidade dos recém-nascidos (uma parição normal
dura em geral 2h 30m);
-
Cuidado especial deverá ser dado para as porcas
velhas, pois tendem a ter maiores problemas com
parições muito longas (acima de 4h). Prever uma
supervisão intensiva do parto;
-
Estimular mamadas regulares e suficientes;
-
Cuidado com esmagamentos.
|
|
Prevenção da agalaxia |
|
|
-
Observar a falta de apetite e empedramento do úbere;
-
Observar o comportamento dos leitões (inquietos e
com perda de peso);
-
Observar atentamente os corrimentos vaginais da
porca, pela manhã e pela tarde durante 48h
pós-parto, através da abertura dos lábios vulvares;
-
Anotar a temperatura retal nos primeiros 3 dias após
o parto das porcas;
-
Para as porcas que apresentarem temperaturas altas
(> 39,8°C) entrar imediatamente com medicação
(antitérmico e antibiótico) e se necessário com
ocitocina (1-2 ml). Para todas as porcas é possível
injetar uma dose de prostaglandina F2 α 36 h após o
parto, para melhorar o esvaziamento uterino
(Referência n° 05).
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Castração dos leitões |
|
|
Os leitões devem ser castrados antes de completar os 12
dias de idade, seguindo os passos abaixo
(Referência n° 14):
-
Preparar o bisturi, fio e desinfetante à base de
iodo em um balde;
-
Fechar os leitões no escamoteador para facilitar a
captura dos mesmos;
-
Castração de leitões normais:
a) Um auxiliar segura o leitão na tábua de
castração ou o leitão é imobilizado, usando-se
equipamento apropriado;
b) Desinfetar a região do escroto com pano
embebido no desinfetante;
c) Realizar a castração fazendo um ou dois
cortes sobre os testículos e retirá-los por tração;
d) Desinfetar novamente o local da incisão e
liberar o leitão.
-
Castração de leitões com hérnia escrotal (herniados)
pelo método inguinal. Esse método exige treinamento
antes de colocá-lo em prática;
a) Uma pessoa deve segurar o leitão pelas
pernas traseiras com a barriga voltada para o
castrador;
b) Desinfetar a região inguinal e fazer um
corte de mais ou menos 2 cm entre o último par de
tetas;
c) Introduzir o dedo minguinho no corte,
forçar para liberar o testículo e tracioná-lo
envolto na capa;
d) Tracionar bem o testículo, verificar se o
intestino desceu e dar 2 voltas;
e) Amarrar com barbante desinfetado;
f) Cortar o testículo, desinfetar o local e
liberar o leitão.
Tabela 14.
Valores críticos e metas na fase de maternidade.
|
Indicador |
Valor Crítico(1) |
Meta |
|
Nº leitões nascidos vivos/parto |
<10,0 |
>10,8 |
|
Peso médio dos leitões ao nascer (kg) |
<1,4 |
>1,5 |
|
Taxa de leitões nascidos mortos (%) |
>5,0 |
<3,0 |
|
Taxa de mortalidade de leitões (%) |
>8,0 |
<7,0 |
|
Leitões desmamados/parto |
<9,2 |
>10,0 |
|
Média leitões desmamados/porca/ano |
<19,3 |
>23,0 |
|
Ganho médio de peso diário dos leitões (g) |
<200 |
>250 |
|
Peso dos leitões aos 21 dias (kg) |
<5,6 |
>6,7 |
|
(1) Indica necessidade de identificar as causas e adotar
medidas corretivas. |
|
|
Descarte de Fêmeas |
|
|
-
Evitar o acúmulo de porcas muito velhas na granja,
mantendo sempre a recomendação de reposição anual
entre 30% e 40%;
-
As porcas que apresentarem qualquer um dos problemas
abaixo relacionados devem ser descartadas:
- Não retornarem ao cio até 15 dias após o desmame;
- Com danos severos nos aprumos;
- Com falha de fecundação;
- Com duas repetições seguidas de cio;
- Que apresentaram dificuldades no parto;
- Qualquer ocorrência de doença;
- Com baixa produtividade;
- Com problemas de Metrite, Mastite e Agalaxia
(MMA);
- Que apresentaram aborto ou falsa gestação.
|
|
Creche |
|
|
A saída da maternidade para a creche representa um choque
para os leitões, pois deixam a companhia da porca e, em
substituição ao leite materno, passam a se alimentar
exclusivamente de ração. Por essa razão, os cuidados
dedicados aos leitões, principalmente nos primeiros dias
de creche, são importantes para evitar perdas e queda no
desempenho, em função de problemas alimentares e
ambientais que, via de regra, resultam na ocorrência de
diarréias.
-
Manejar as salas de creche segundo o sistema "todos
dentro todos fora", ou seja, entrada e saída de
lotes fechados de leitões;
-
Alojar os leitões na creche no dia do desmame,
formando grupos de acordo com a idade e o sexo;
-
Fornecer suficiente espaço para os leitões,
considerando o tipo de baia.
-
Manter a temperatura interna próxima de 26°C durante
os primeiros 14 dias e próxima de 24°C até a saída
dos leitões da creche, controlando através de
termômetro;
-
Fornecer à vontade aos leitões, ração pré-inicial 2
do desmame até os 42 dias e ração inicial até a
saída da creche, com peso médio mínimo dos leitões
de 20 kg;
-
Fornecer ração diariamente, não deixando nos
comedouros ração úmida, velha ou estragada;
-
O
consumo diário de ração por leitão entre 5 e 10 kg
de peso vivo é, em média, de 460 gramas. Entre 10 e
20 kg de peso vivo deve ser estimulado o consumo de
ração que em média é de 950 gramas por animal/dia;
-
No caso de eventuais surtos de diarréia ou doença do
edema, retirar imediatamente a ração do comedouro e
iniciar um programa de fornecimento gradual de ração
até controlar o problema. Buscar auxílio técnico se
persistirem os sintomas;
-
Dispor de bebedouros de fácil acesso para os
leitões, com altura, vazão e pressão corretamente
regulados;
-
Vacinar os leitões na saída da creche de acordo com
a recomendação do programa;
-
Monitorar cada sala de creche pelo menos 3 vezes
pela manhã e 3 vezes pela tarde para observar as
condições dos leitões, bebedouros, comedouros, ração
e temperatura ambiente;
-
Limpar as salas de creche, diariamente, com pá e
vassoura;
-
Lavar as salas de creche com baias suspensas,
esguichando água, com lava jato de alta pressão e
baixa vazão, no mínimo a cada 3 dias no inverno e a
cada 2 dias nas demais estações do ano;
-
Implementar ações corretivas com a maior brevidade
possível quando for constatada qualquer
irregularidade, especialmente problemas sanitários;
-
Pesar e transferir para as baias de crescimento os
leitões com idade entre 56 e 63 dias.
Tabela 15.
Valores críticos e metas na fase de creche.
|
Indicador |
Valor Crítico(1) |
Meta |
|
Taxa de mortalidade de leitões (%) |
>2,5 |
<1,5 |
|
Conversão alimentar (kg ração/kg de ganho)
|
>2,2 |
<2,0 |
|
Peso médio de referência dos leitões na saída da
creche (kg)
|
|
Aos 56 dias
|
<18,5 |
>20,0 |
|
Aos 58 dias |
<19,5 |
>21,0 |
|
Aos 60 dias |
<20,5 |
>22,0 |
|
Aos 63 dias |
<22,0 |
>23,5 |
|
(1) Indica necessidade de identificar as causas e adotar
medidas corretivas. |
|
|
Crescimento e terminação |
|
|
São as fases menos preocupantes dos suínos, desde que, ao
iniciarem as mesmas, apresentem um peso compatível com a
idade e boas condições sanitárias. Assim sendo, pode-se
dizer que o sucesso nessas fases depende de um bom
desempenho na maternidade e na creche.
-
Manejar as salas de crescimento e terminação segundo
o sistema "todos dentro todos fora", ou seja,
entrada e saída de lotes fechados de leitões;
-
Alojar os leitões nas baias de crescimento e
terminação no dia da saída da creche, mantendo os
mesmos grupos formados na creche, ou refazer os
lotes por tamanho e sexo;
-
Manter a temperatura das salas entre 16°C e 18°C, de
acordo com a fase de desenvolvimento dos animais,
controlando com o uso de termômetro;
-
Fornecer aos animais, à vontade, ração de
crescimento até os 50 kg de peso vivo e ração de
terminação até o abate;
-
Dispor de bebedouros de fácil acesso para os
animais, com altura, vazão e pressão corretamente
regulados;
-
Monitorar cada sala de crescimento e terminação pelo
menos 2 vezes pela manhã e 2 vezes pela tarde para
observar as condições dos animais, bebedouros,
comedouros, ração e temperatura ambiente;
-
Limpar as baias de crescimento e terminação
diariamente com pá e vassoura;
-
Esvaziar e lavar semanalmente as calhas coletoras de
dejetos, mantendo no fundo das mesmas, após a
lavagem, uma lâmina de 5 cm de água, de preferência
reciclada;
-
Implementar ações corretivas com a maior brevidade
possível, quando for constatada qualquer
irregularidade, especialmente problemas sanitários;
-
Fazer a venda dos animais para o abate por lote, de
acordo com o peso exigido pelo mercado;
-
Observar o período de retirada de qualquer
medicamento em uso antes de enviar os suínos para o
abate;
-
Não deixar eventuais animais refugo nas instalações.
Tabela 16.
Valores críticos e metas nas fases de crescimento e terminação.
|
Indicador |
Valor Crítico(1) |
Meta |
|
Taxa de mortalidade de animais (%) |
>1,0
|
<0,6 |
|
Conversão alimentar (kg ração/kg de ganho)
|
>2,8 |
<2,6 |
|
Peso médio de referência dos animais na saída
para o abate (kg) |
|
Aos 133 dias
|
<78,0 |
>83,0 |
|
Aos 140 dias |
<85,0 |
>90,0 |
|
Aos 147 dias |
<92,0 |
>97,0 |
|
Aos 154 dias |
<98,0 |
>103,0 |
|
(1) Indica necessidade de identificar as causas e adotar
medidas corretivas. |
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