|

MANEJO DE REPRODUÇÃO
MANEJO E PREPARAÇÃO DE MARRÃS:
Puberdade:
A puberdade da fêmea suína é
caracterizada pelo primeiro cio fértil, que poderá ocorrer entre
165 a 169 dias de idade, podendo ter variações devido a fatores
ambientais, genótipo, nutrição, etc.
INDICAÇÃO 1:
A fêmea suína apresenta esta
comodidade reprodutiva, é um animal poliéstrico não estacional,
ou seja, o estro se apresenta a cada 21 dias (18 – 23 dias) sem
interferência da estação do ano. Os ciclos começam na puberdade
e continuam durante toda sua vida, sendo somente interrompidos
pela gestação e lactação.
Para estimular a puberdade, aconselha-se usar um macho a partir
dos 150 dias de idade da fêmea. Esta estimulação é feita
colocando-se diariamente um macho dentro da baia com as marrãs
por cerca de 10 a 15 minutos duas vezes ao dia.
Para estimulo do cio é importante um macho maduro de alto libido
(apetite sexual) e não muito pesada. O macho com estas
características possui maior liberação de ferormônio e por isso
facilita a indicação do cio.
O macho utilizado para este
trabalho não deve ficar alojado em local que permita contato
constante com as marrãs, ou mesmo em local em que as marrãs
sintam freqüentemente sua presença e seu cheiro. O ideal é que
esteja em uma instalação separada.
Marrãs que não apresentam cio
junto com as demais do grupo, devem ser reagrupadas para que
depois recebam novos estímulos.
CARACTERISTICAS DOS MACHOS (Rufiões):
-
Dominância hierárquica sobre as fêmeas;
-
Salivação com liberação de ferormônios;
-
Freqüência de urina em pequenas quantidades;
-
Que pare diante das fêmeas durante o manejo;
-
Respeitar e ser obediente às indicações do operador;
-
Não ter problemas de casco e articulações;
REQUISITOS MÍNIMOS PARA MARRÃS À 1ª COBERTURA:
Cio
Terceiro ou quarto
Idade
210 a 230 dias
Peso
130 a 150g
Espessura do
toucinho 16 a 18mm
INDICAÇÃO DE CIO NAS MARRÃS:
A exposição física do macho de
boa libido constitui-se na melhor forma de induzir uma expressão
de cio satisfatório.
O contato, “focinho a focinho”
entre machos e fêmeas é a melhor maneira de estimular o cio.
COMO FAZER?
-
Fazer ficha de cada baia com a identificação das marrãs e
datas do cio.
-
Fazer detecção de cio duas vezes ao dia com intervalos de
12 horas.
-
Faça pressão com as mãos na parte dorsal da fêmea, quando
na presença do macho. Também massageie as fêmeas e a linha dos
tetos.
SINAIS DE CIO :
Ø
Orelhas levantadas
Ø
Perda de apetite
Ø
Se deixa montar
por outros machos
Ø
Emissão de
grunhidos
Ø
Nervosismo geral
Ø
Reflexo de
tolerância ao macho
Ø
Lombo erguido
Ø
Tremores
Ø
Olhar brilhante
Ø
Cauda levantada e
balançando para cima e para baixo
Ø
Descarga vulvar de
muco claro
Ø
Vulva com
coloração avermelhada e levemente inchada
Ø
Resposta positiva
ao teste de pressão na parte dorsal
Ø
Duração média de
um à dois dias para leitoas, e de dois a três para porcas
MONTA NATURAL:
-
Realize três montas por cio da fêmea.
-
Transporte as fêmeas com calma.
O stress pode provocar perdas
embrionárias.
A ovulação
ocorre de 32 a 36 horas depois do começo do estro,
adiantando-se 2 – 3 horas nas fêmeas mulíparas. A ovulação dura
umas 6 horas e o tempo de sobrevivência dos óvulos dentro do
útero é de 8 a 12 horas. O tempo de sobrevivência do
espermatozóide de uma monta natural é de 24 a 32 horas, e dos
espermatozóides já diluídos para IA é de 12 a 14 horas. Os
espermatozóides demoram 2 horas par passar do colo uterino ate o
oviduto, e necessitam de 5 a 6 horas para concluir. O momento
mais adequado para a monta é de 26 a 28 horas após o inicio do
cio.
MOMENTO DA MONTA OU INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL:
1)
Se a fêmea apresentar desmame-cio em até 4 dias após o
desmame o esquema é esse:
a)
Primeira monta ou IA – 12 horas após o inicio do cio.
b)
Segunda monta ou IA – 36 horas após o inicio do cio.
c)
Terceira monta ou IA – 48 horas após o inicio do cio.
2)
Se a fêmea apresentar intervalo desmame-cio de 5 a 6 dias
o esquema passa a ser:
a)
Primeira monta ou IA – 12 horas após o inicio do cio.
b)
Segunda monta ou IA – 24 horas após o inicio do cio.
c)
Terceira monta ou IA – 36 horas após o inicio do cio.
3)
Se a fêmea apresentar intervalo desmame-cio sete dias ou
mais o esquema é esse:
a)
Primeira monta ou IA – 0 a 12 horas após o inicio do cio.
b)
Segunda monta ou IA – 24 horas após o inicio do cio.
c)
Terceira monta ou IA – 36 horas após o inicio do cio.
4)
Em marrãs (leitoa), o esquema recomendado é:
a)
Primeira monta ou IA – no máximo 0-12 horas após o inicio
do cio.
b)
Segunda monta ou IA – 24 horas após o inicio do cio.
c)
Terceira monta ou IA – 36 horas após o inicio do cio.
CUIDADOS COM O MACHO:
Verifique rotineiramente a
condição do aparelho locomotor. A utilização de cama é indicada
para proteção de articulações e casco. Evitar pisos com excesso
de umidade, irregular, escorregadio ou muito abrasivo. Machos
com problemas de locomoção, apresentarão dificuldades na monta e
uma pior qualidade de sêmen.
Tanto para inseminação artificial como monta natural a
temperatura ambiente ideal para os cachaços é entre 18 a 22ºC, e
umidade relativa de 70%. Temperaturas superiores a 25ºC e altas
variações (superior a 6ºC), podem comprometer a qualidade do
sêmen criando problemas de baixa fertilidade e prolificidade.
A pessoa que trabalha com os
machos deve ser paciente, cuidadosa e motivada, gosta do que
faz, ter carinho pelos animais e deve ser constantemente
treinada.
TREINAMENTO DOS MACHOS PARA MONTA NATURAL:
Efetue as coberturas na própria baia do macho.
Ate 240 dias realize uma monta
por semana. A partir dos 240 dias estes machos estão liberados
para exercer no máximo duas montas por semana até 12 meses de
vida. A partir dos 12 meses de vida o macho pode cobrir duas a
três vezes por semana.
Procurar usar os machos nos
horários mais frescos do dia.
Dar intervalo de descanso para o
macho de 2 a 3 dias após a cobertura.
MANEJO PÓS COBERTURA:
» O retorno ao cio das fêmea
deve ser verificando entre 17 e 35 dias e novamente entre 50 e
60 dias após cobertura.
» As fêmeas cobertas não devem
ser removidas de suas baias / gaiolas a partir do 3º dia pós
cobertura de 35 dias de gestação, onde ocorre a fase de
implantação embrionária.
» O período de 40 a 70 dias após
a fertilização é tido como período critico onde ocorre a maioria
das mortes fetais. Por isso a importância de que nos primeiros
2/3 (dois terços) de gestação das fêmeas, deve ser priorizado um
ambiente calmo, sem qualquer tipo de stress, (evitar bater nas
porcas, brigas entre as fêmeas, etc). Além disso, qualquer
elevação de temperatura corpórea
(stress, doenças, temperatura ambiente elevada, etc),
principalmente no período antes da implantação, pode levar a
modificações endocrenas que levam
maior mortalidade embrionária.
Fatores que ajudam na correção e
diminuição do stress:
Ø
Corrigir falhas na
qualidade da ração;
Ø
Realizar manejo e
passeio do modo pelas baias de gestação;
Ø
Melhorar o
ambiente de criação das fêmeas (ventilação e existência de luz
solar);
Ø
As fêmeas devem
receber de 12 a 18 horas luz por dia;
Ø
Evitar paredes
muito altas;
Ø
Pintar as baias de
branco para melhorar o reflexo da luz;
Ø
Leitoas devem
receber de 14 a 18 horas de luz por dia, pois acelera a
puberdade, aumenta o peso e torna ativo sexualmente.
Ø
Fornecer de 8 a 10
horas de escuro na fase de gestação;
ESTRATÉGIAS NUTRICIONAIS CONFORME PERÍODO DE GESTAÇÃO:
1º Período
Þ
1 a 30 dias de gestação.
v
Neste período
ocorre a implantação dos embriões e desenvolvimento inicial das
estruturas reprodutivas, e nas primeiras 72 horas, as maiores
taxas de mortalidade embrionárias são observadas.
v
O alto consumo de
ração nessa fase diminui a taxa de sobrevivência dos embriões;
v
As maiores perdas
embrionárias acontecem quando as fêmeas em boas condições
corporais são super alimentares;
v
As fêmeas magras
tem dos 3 aos 30 dias para ganhar peso, voltando a boa condição
corporal, por isso deve maior quantidade de comida.
v
Limitar o consumo
de 2,0 a 2,5 kg de ração por dia até as 72 horas (3 dias) pós
cobertura de ração gestação.
2º Período
Þ
30 a 75 dias de gestação.
v
É um período que
tem como importância o desenvolvimento de tecido muscular dos
animais, e com isso, pode-se interferir na formação das fibras
musculares formadas pelo animal e como conseqüência, no
desenvolvimento no período produtivo do leitão;
v
Deve receber ração
suficiente para manter a condição corporal;
v
Receber 2g / dia
de ração gestação;
3º Período
Þ
dos 75 aos 100 dias de gestação.
v
Neste período
ocorre o desenvolvimento das glândulas mamarias, principalmente
pelo acumulo de gordura nesta região.
v
Esse período é
critico para o desenvolvimento do aparelho mamário.
v
Não deve-se dar
excesso de alimentação nesse período, pois há deposição de
gordura nas glândulas mamarias, que impede as células secretoras
de leite de se multiplicarem, causando redução na produção de
leite.
v
Receber de 2,5 a 3
kg por dia de ração gestação.
4º Período
Þ
100 a 112 dias de gestação.
v
Ocorre grande
desenvolvimento dos fetos, é na necessidade de grande
fornecimento de energia que implica em preparar a porca para o
período subseqüente como acumulo de gordura par sustentar as
necessidades no período de lactação.
v
Aumentar o consumo
em 1,0 a 2,0g por dia para evitar que as fêmeas percam peso e
gordura corporal devido ao rápido crescimento dos fetos.
v
Caso isso não
ocorra, as fêmeas tentarão repor as reservas corporais perdidas
logo após o parto, e sofrerão com indigestões e falta de apetite
durante a lactação.
v
Receber de 3,0 a
3,5g de ração lactação por dia.
CONDIÇÃO CORPORAL DAS FÊMEAS REPRODUTORAS:
A porca deve manter uma boa condição
corporal durante toda a sua vida, para a obtenção de resultados
reprodutivos que atendam o seu potencial genético. A sua vida,
porém, é um contínuo ganha e perde em relação à sua condição
corporal. Ela ganha peso durante a gestação, quando acumula
reservas corporais, e perde durante a lactação, quando gasta
suas reservas para amamentar seus leitões. Para avaliar se uma
fêmea engordou ou emagreceu em demasia durante estas fases, foi
desenvolvido o sistema de visualização das condições corporais
das porcas. Neste sistema as porcas são numeradas de 1 a 5, em
ordem crescente de um estado de magra para gorda. Porcas em
condições aceitáveis estão por volta do numero 3. Depois de uma
lactação pode-se esperar que cheguem ate o número 2. Porcas que
variam sua condição corporal entre os números 2 e 4 são
consideradas normais na prática. Se as fêmeas estiverem abaixo
de 3 é sinal de que precisamos aumentar a quantidade de ração ou
pensar até em uma reformulação dos níveis nutricionais da mesma.
Porcas abaixo de 1 necessitam de atenção especial e podem
apresentar problemas reprodutivos. Se as fêmeas estiverem acima
de 4 estarão muito gordas e a alimentação deverá ser reduzida ou
reformulada, pois o excesso também ocasiona problemas na
reprodução.
INFECÇÃO URINÁRIA DE ORIGEM MULTIFATORIAL:
As infecções urinárias são
consideradas uma das principais causas de falhas reprodutivas.
Causam, entre outras perdas, debilidade geral da matriz e
aumento da taxa de reposição.
Entende-se por infecção urinaria
a penetração e multiplicação de microorganismos nas vias
urinarias. A infecção pode atingir as vias urinarias inferiores
(bexiga e uretra) ou superiores (parênquima renal e ureter) ou
ambas simultaneamente.
Em granjas com altas de
mortalidade de fêmeas em produção (acima de 3%), os exames de
necropsia têm mostrado que, em 50% dos casos, a causa do óbito
estava relacionada a infecções do aparelho urinário. A
ocorrência de infecções urinárias d origem multifatorial está
ligada à presença de fatores de risco, que influem de modo
complexo sobre os animais, atuando ao mesmo tempo e com efeito
cumulativo.
FATORES DE RISCO ASSOCIADOS
A OCORRÊNCIA DE IU
ESTRUTURA ANATÔMICA DO APARELHO URINÁRIO:
As vias urinárias da fêmea suína
são naturalmente mal protegidas. A distância da vulva até a
uretra é relativamente pequena, Esse fato torna a bexiga da
porca mais predisposta à ascensão de bactérias, particularmente
as da flora retal ou vulvar.
POSIÇÃO DA VULVA EM RELAÇÃO À FONTE DE INFECÇÃO:
Em criações modernas e em
criações em confinamento, a vulva da porca gestante ou lactente
freqüentemente entra em contato direto com as fezes por um
período longo, facilitando a contaminação do vestíbulo.
QUALIDADE DA HIGIENE DAS INSTALAÇÕES:
A má higiene, principalmente nos
locais onde as porcas costumam sentar, promove uma alta pressão
infectiva ambiental, favorecendo a ocorrência de infecção
urinária.
DOENÇAS DO APARELHO LOCOMOTOR:
As porcas com doenças do
aparelho, principalmente nos cascos, apresentam tendências a
permanecer muito tempo deitadas devido à dor. Elas têm uma
tendência a apresentar problemas urinários por falta de
atividade física, o que acarreta uma menor ingestão de água,
levando a uma diminuição das micções diárias, ou por assumirem a
posição de cão sentado, favorecendo, conseqüentemente, a
contaminação do trato genital.
QUALIDADE E QUANTIDADE DA ÁGUA INGERIDA:
O baixo consumo de água pelas
porcas tem como conseqüência menor freqüência de micções diárias
e estagnação prolongada de urina na bexiga, propiciando a
multiplicação bacteriana. As porcas produzem em media 204L de
urina por dia, sendo o número de micções por dia, determinada
pelo tipo de manejo ao qual as animais estejam submetidos.
ATIVIDADE FÍSICA E SITUAÇÕES ESTRESSANTES:
A falta de atividade física
provoca menor freqüência de ingestão de água e,
conseqüentemente, menor número de micções por dia.
COMPOCIÇÃO DA
RAÇÃO E MANEJO DO ARRAÇOAMENTO:
A composição da ração também
desempenha um papel importante nas infecções urinárias. Rações
laxativas, particularmente com laxantes de natureza química,
produzem uma constante eliminação de fezes, favorecendo a
contaminação da região perineal. Por outro lado, a coprostase
geralmente tem sua origem em alimentos muito concentrados ou em
uma ingestão insuficiente de água. A freqüência do arrazoamento
tem influência direta sobre a quantidade de água ingerida e
sobre a freqüência das micções. O fornecimento de ração duas
vezes ao dia reduz o intervalo entre a ingestão de água e
micções, pois obriga a fêmea a se levantar duas vezes ao dia.
MANEJO DURANTE A GESTAÇÃO:
A forma de contenção das porcas
é um fator de risco em relação a problemas urinários. As
cistites parecem ser freqüentemente quando as fêmeas são
mantidas, individualmente, sobre piso úmido e frio e/ou sobre
piso ripado, que não permite a passagem das fezes nem mesmo
através do pisoteio das porcas.
TRAUMATISMO:
Traumatismos na uretra e tecidos
adjacentes durante a cobertura, e lesões na vulva provocadas
pela gaiola de gestação ou cela parideira podem favorecer a
colonização bacteriana. O mesmo fato pode ocorrer em fêmeas com
lesões provocadas por intervenções mal feitas durante o parto.
ESTADO FISIOLÓGICO DA FÊMEA:
A gestação em si í considerada
como um dos principais fatores de risco às infecções urinárias.
Durante a gestação ocorre redução na freqüência de micções,
principalmente no final da gestação. Com a estagnação da urina
na bexiga, pode haver uma alteração de pH, contribuindo para o
desenvolvimento bacteriano.
ORDEM DE PARTO:
As IU são mais freqüentes em
porcas velhas. O enfraquecimento da musculatura da bexiga
provocada pela pressão do útero gestante, o relaxamento vulvar,
vaginal e do esfíncter vesical ao longo de sucessivos partos,
aliados ao aumento do peso com idade e a redução de atividade
física, devem ser considerados fatores predisponentes a
infecções urinárias.
PERÍODO PRÉ E PÓS-PARTO:
No período pré-parto, há um
aumento de microorganismos apatogênicos e patogênicos
facultativos na porção caudal da vagina. Por ocasião do parto,
pode ocorrer contaminação da vagina, da cérvix
e do útero. Uma endometrite puerpal pode ser fonte de
infecção da bexiga,originando uma cistite puerpal. Infecções
urinárias são relativamente freqüentes em granjas que promovem o
auxílio ao parto, sem os devidos cuidados de higiene.
DURAÇÃO DO PARTO:
A possibilidade de ocorrência de
IU também aumenta em granjas onde a freqüência de partos
prolongados é alta.
NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS:
Entre as atividades do dia-a-dia
de uma granja, destacam-se a rotina de limpeza diária e limpeza
e desinfecção após a retirada dos animais das instalações. A
qualidade dessas atividades está relacionada principalmente à
proporção de funcionários em relação ao número de matrizes em
produção.
SINAIS CLÍNICOS:
Os sinais clínicos inespecíficos
apresentados pelos animais com IU são: apatia, perda de peso,
alterações na pele e dificuldade para levantar, permanecendo
pouco tempo em pé e trocando constantemente de membro de apoio.
Em geral, consideram-se como principais sinais clínicos
relacionados com o aparelho urinário:
a)
descarga vulvar (mucóide, muco-hemorrágica
ou purulenta), geralmente observada no final da micção;
b)
presença de descarga vulvar ressequida nos lábios
vulvares, cauda ou região adjacente;
c)
alterações nas características físicas, químicas e
bacteriológicas da urina tais como hematúria, leucocitúria,
epiteliocitúria, proteinúria e bacterúria severa.
Em casos de pielocistites
superagudas, pode ocorrer morte súbita devido à hemorragia na
bexiga. Os casos agudos podem se desenvolver sem apresentação de
sinais clínicos. Com freqüência, porém, a dificuldade em
levantar, a hematúria, a piúria e a descarga vulvar são os
sinais clínicos mais comuns. Na forma crônica os sinais clínicos
se caracterizam por alteração do estado geral, inapetência,
emagrecimento progressivo, polidipsia, disúria, hematúria,
piúria, anemia e uremia. As porcas podem ainda apresentar
descarga vulvar e retorno ao cio ou podem ser descartadas por
queda na performance reprodutiva. Por via ascendente, a infecção
pode atingir o útero e lesar o endométrio, resultando em queda
na taxa de concepção.
Em rebanhos com IU, verifica-se
um elevado número de porcas com inapetência, performance geral
baixa, estado físico insatisfatório e aumento da taxa de
mortalidade (morte súbita), o que implica maior taxa de
reposição.
DIAGNÓSTICO:
O diagnóstico de IU pode ser
realizado com auxílio de exames laboratoriais que permitem
realizar um estudo da prevalência, identificar os
microorganismos envolvidos e fazer um antibiograma para
elaboração de um programa de controle. Para o exame, deve-se
colher uma amostra da primeira urina da manhã, antes do
arraçoamento das fêmeas.
CONTROLE:
1-
Levantar as fêmeas de 4 a 5 vezes ao dia para beber água
e urinar.
2-
Tratamento dos cascos uma vez por dia.
3-
Limpeza e desinfecção após a saída das fêmeas na
gestação.
4-
Passar desinfetante 2 vezes por semana nas instalações de
gestação e cobertura.
5-
Prevenção com o tratamento na ração de cloreto de amônia
na proporção de 1kg por tonelada, uma vez por mês.
SE TUDO OCORRER CONFORME MENCIONADO ACIMA, PARABÉNS, VOCÊ
CUMPRIU SATISFATORIAMENTE COM SEU TRABALHO E PODE RECEBER COM
ORGULHO E SATISFAÇÃO SEU
SALÁRIO.
| voltar |
|